Tiro de Guerra: escola de civismo

Podcast Braço Forte

Brasília (DF) – Nesta semana, o Braço Forte, podcast do Exército Brasileiro produzido pela Rádio Verde-Oliva Brasília, traz uma matéria sobre os Tiros de Guerra, no Episódio #174 - Tiro de Guerra: escola de civismo.

 

 

O podcast conversou com alguns personagens, entre eles o Subtenente Márcio Ribeiro dos Reis, da Arma de Cavalaria, que foi instrutor no Tiro de Guerra de Paranavaí (PR), agora servindo na Diretoria de Serviço Militar, em Brasília. “O Tiro de Guerra é um órgão de formação da reserva que recebe o jovem e tem a missão de formá-lo. O agora atirador, ao longo de um ano, tem instruções militares básicas e, ao final desse período, é considerado reservista”, explica Dos Reis.

Como mencionado, o jovem matriculado no Tiro de Guerra recebe o nome de atirador. Segundo o historiador Cláudio Moreira BentoCoronel Veterano, o termo atirador remonta à Sociedade de Propaganda de Tiro Brasileiro, criada em 1902, na cidade do Rio Grande (RS), pelo Coronel Honorário Antônio Carlos Lopes. Essa unidade deu origem a todos os Tiros de Guerra do Brasil.

De acordo com o Subtenente Dos Reis, o atirador que cumpre o ano de instrução integralmente, passa a fazer parte da reserva mobilizável do Exército, podendo ser convocado para a defesa do país, caso haja necessidade. “O atirador presta o serviço militar obrigatório, após completar 18 anos. Esse jovem, futuramente vai se enquadrar na reserva mobilizável. É um jovem que passa pelo processo de seleção normal e, após uma criteriosa seleção, matricula-se no Tiro de Guerra. No caso de Paranavaí, são matriculados 100 atiradores. A partir daí, recebem o uniforme e já iniciam o período de instrução como atirador. Esse jovem está sujeito a um Regulamento que também se aplica às Escolas de Instrução Militar, ou seja, está incluído em um sistema de pontuação”, conta o Subtenente Dos Reis.

O jovem matriculado como atirador no Tiro de Guerra tem seus direitos previstos em regulamento específico. “A legislação do Tiro de Guerra está prevista em regulamento. Direitos como assistência médica, fardamento completo e tempo de serviço averbado para fins de aposentadoria, por exemplo, são garantidos ao atirador", afirma o Subtenente Dos Reis.

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O possível emprego dessa força mobilizável se dará, como prioridade, no próprio município, explica Dos Reis. “Terminado o ano de instrução, os atiradores são desligados e incorporados à reserva, e a principal missão dessa força é a guarda territorial. Eles vão guarnecer instalações sensíveis dentro do território nacional, em caso de conflito armado ou em caso de uma guerra, ou algo semelhante".

Na cidade de Patos (PB), fica o Tiro de Guerra 07-002. Entre os anos de 2020 e 2022, o Subtenente Francisco Jonas Bezerra Lima, da Arma de Infantaria, foi instrutor e posteriormente chefe daquele Tiro de Guerra. Hoje está servindo no 1º Batalhão Logístico de Selva, em Boa Vista (RR). Ele se lembra do então atirador Gabriel Leitão, que atualmente é aluno do Curso de Formação e Graduação de Sargentos, no 6º Regimento de Cavalaria Blindada, em Alegrete (RS). O Subtenente Jonas recorda com orgulho do período que esteve no Tiro de Guerra: “Recentemente tivemos a alegria de saber que um atirador da turma de 2020 foi aprovado no concurso de admissão à Escola de Sargentos das Armas. Especificamente no ano de 2020, que foi um ano bem desafiador, não só para os instrutores, mas, também para os atiradores, devido à pandemia de COVID-19. Entretanto, após superar os desafios, vemos que um atirador daquela turma obteve sucesso nesse concurso tão disputado. Lembro muito bem do atirador Leitão, um atirador discreto, responsável, disciplinado e sabedor das suas responsabilidades como atirador".

O hoje aluno do Curso de Formação e Graduação de sargentos Gabriel Leitão optou pela carreira das armas, pelo fato de ter sido atirador. “Patos é a cidade na qual nasci e me criei. Durante meu ensino médio, a carreira militar me chamou atenção, mas não conhecia muito bem as formas de ingresso no Exército Brasileiro. Foi em 2020 que decidi me alistar no Tiro de Guerra da minha cidade. Foi ali que descobri o concurso da Escola de Sargentos e decidi que queria seguir carreira. A disciplina e as instruções apresentadas no Tiro de Guerra me influenciaram bastante a prestar o concurso. Hoje me encontro na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, cursando no período básico do Curso de Formação e Graduação de Sargentos”, afirma Leitão.

No podcast Braço Forte #174 - Tiro de Guerra: escola de civismo, conhecemos unidades militares singulares: os Tiros de Guerra. Por eles passam jovens brasileiros que têm a formação militar inicial e levam para suas vidas essa experiência na caserna. Conheça mais sobre o Exército Brasileiro, ouça, siga e compartilhe o Braço Forte. Confira também no eb.mil.br; Googlepodcast; Aplepodcast; Amazonpodcast;  Deezer e Spotfy.

Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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