Soldados recrutas adaptam-se à nova vida no Exército Brasileiro

Mudança de hábitos

Foto: Sd Biron

Curitiba (PR) – As atividades do período de Instrução Individual Básica, durante o Serviço Militar,  permitem que os jovens passem a conhecer os seus próprios limites e a realizar feitos que antes pareciam impossíveis. Uma delas é a marcha – uma atividade coletiva em que os soldados precisam percorrer distâncias de 8, 12 e 16 quilômetros, por vezes equipados com capacetes e mochilas. Além de vencer o cansaço, eles precisam chegar ao destino em condições de combater. Nesta jornada, os jovens descobrem muitas coisas acerca de si mesmos, como o gosto pela atividade física, a força que vem do bem-estar mental e a importância do apoio moral de outro militar. 

Antes de ser incorporado às fileiras do Exército, o Soldado Lucas Bravim de Oliveira, 19 anos, que serve no 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (5º GAC AP), costumava fazer exercícios apenas aos fins de semana, no futebol com os amigos. Desde que foi incorporado, em janeiro, Bravim segue a rotina de exercícios do Treinamento Físico Militar (TFM) diariamente, e conta que já emagreceu 15 quilos. “Agora é TFM todo dia, das 8h às 9h30 correndo com a tropa ao redor do quartel, treinando para aumentar o meu ritmo, fazendo barra, abdominais. E também estou me alimentando melhor”, afirma Bravim.
 

Sd Bravim
Foto: 2º Ten Helena


Bravim e mais de 1300 militares, entre soldados recrutas, alunos do Curso de Formação de Cabos (CFC), do Curso de Formação de Sargentos Técnicos (CFST) e do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), das organizações militares da guarnição de Curitiba, realizaram uma marcha de 12 km centralizada no Forte do Pinheirinho nesta segunda-feira (26/05). A marcha foi liderada pelo Comandante da 5ª Divisão de Exército, General de Divisão Ricardo José Nigri, acompanhado pelo Comandante da 5ª Região Militar, General de Brigada Richard Wallace Scott Murray.


O aluno Cauan Colaço Traques, 19 anos, serve no 5º Batalhão de Suprimento e também participou da marcha. Ele foi incorporado em agosto do ano passado e desde então vem se destacando positivamente no batalhão. Colaço está iniciando o Curso de Formação de Cabos, depois de passar por vários critérios de seleção que envolvem prova teórica, prova física e conceito da companhia. “A experiência está sendo incrível, sempre soube que eu queria isso. Estou no lugar certo, fazendo o que eu gosto e vai dar tudo certo daqui pra frente”, conta o soldado Colaço.

 

Sd Colaço
Foto: 2º Ten Helena


O avanço no desenvolvimento dos soldados que estão prestando Serviço Militar Obrigatório é resultado das instruções e treinamentos que os jovens recebem nas organizações militares, como a marcha de 12 km. A 3º sargento Talissa dos Santos Bento Coelho é instrutora da turma de soldados recrutas do 27º Batalhão Logístico e conta que, no Exército, os militares frequentemente superam seus próprios limites. “Sempre tem um momento que a gente acha que está muito difícil, que não vai conseguir. Mas a gente sempre termina." Talissa reforça a importância da turma e do apoio mútuo.

 

3º Sgt Talissa
Foto: 2º Ten Helena


O capitão Marco Aurélio Gobetti da Fonseca serve na Base de Administração e Apoio da 5ª Região Militar e explica que a instrução segue uma gradatividade. Os soldados já fizeram uma marcha de 8 km em abril. Agora a marcha é mais extensa, 12 km, e eles estão com mochilas. “A parte física vai exigir do recruta, mas também tem a parte psicológica. Com maior distância, mais tempo ele vai precisar suportar aquela ansiedade de cumprir a missão”, explica o capitão.

Para o capitão Fonseca, ao concentrar militares da guarnição toda para esta marcha centralizada, os soldados ganham uma nova dimensão do tamanho da Força Terrestre. “Ele consegue visualizar que existem várias outras tropas que executam as mesmas tarefas. E ninguém quer ficar para trás. Então acaba favorecendo o estímulo para completar a atividade da melhor maneira possível, vibrando, isso é interessante”, afirma o capitão.

Curso de Formação de Cabos

Os cidadãos que ingressarem no Serviço Militar Inicial Obrigatório (ou Serviço Militar Inicial Feminino) como soldados, caso se destaquem pelo bom desempenho em suas atividades militares,  poderão ter a oportunidade de permanecer na Força, obedecidos os critérios da legislação, com renovação anual de sua permanência, até o limite de oito anos. Poderão, ainda, nos primeiros quatro anos, mediante seleção, realizar o Curso de Formação de Cabos (CFC), que os habilita à promoção à graduação de cabo.

Período mínimo de 1 ano

Todos os soldados incorporados ao Exército devem prestar o serviço militar inicial pelo período mínimo de um ano. No ano de 2026, as mulheres que incorporarem também estarão sujeitas a essa obrigatoriedade. Elas estão vivenciando as fases de alistamento e seleção no ano de 2025. É importante ressaltar que a obrigatoriedade para elas é a partir do momento da incorporação. As etapas anteriores, do alistamento à seleção, não são obrigatórias para as mulheres, que podem desistir do processo ainda na fase de seleção.

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Fonte: 5ª Divisão de Exército

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