Serviço Militar Inicial Feminino: voluntárias apresentam-se por todo o país - Notícias
Serviço Militar Inicial Feminino: voluntárias apresentam-se por todo o país
Integração com a sociedade
Foto: ST Edmilson (Centro de Comunicação Social do Exército)
• Milhares de mulheres se alistaram para o Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) no Brasil. Durante a Apresentação Geral, confirmaram sua escolha de servir e receberam informações sobre as próximas etapas.
• O Exército Brasileiro incluirá 1.010 mulheres como soldados em 2026.
• As voluntárias poderão ser promovidas e têm direitos iguais aos homens. Muitas expressaram entusiasmo e apoio familiar para ingressar na carreira militar.
Por 1º Ten Igor - CCOMSEX
Brasília (DF) – Um dia marcante para a cidadania e para o Exército Brasileiro. Ao longo desta semana, as milhares de voluntárias que se alistaram em 2025 para o Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) apresentaram-se em organizações militares de 14 cidades de diferentes regiões do país. A fase realizada nesta semana foi a de Apresentação Geral, na qual as jovens apenas confirmam a escolha de servir e recebem mais informações sobre a próxima etapa. Mais de 33 mil mulheres alistaram-se para o serviço militar voluntário. O Exército Brasileiro incorporará 1.010 mulheres como soldados em 2026.
Na sequência da Apresentação Geral, será realizada a Seleção Complementar, fase que integra entrevistas e inspeções médicas. Somente após essa seleção, as candidatas aprovadas em todas as fases anteriores serão incorporadas em uma organização militar do Exército Brasileiro. Tanto a incorporação masculina quanto a feminina deverão acontecer no início de março.
Serviço Militar Inicial Feminino
O SMIF é a forma voluntária de ingresso de mulheres para as Forças Armadas como soldados. O alistamento para o serviço é feito no ano em que as jovens completam dezoito anos de idade, assim como já acontece com os homens.
A princípio, o Serviço Militar Inicial Feminino será restrito a organizações militares localizadas nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS) e São Paulo (SP). O alistamento foi permitido somente às candidatas voluntárias residentes nos municípios elencados.
Até 2025, as mulheres só podiam ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleções conduzidas pelas Regiões Militares.
Direitos e deveres
As voluntárias ao Serviço Militar Inicial Feminino poderão ser promovidas até a graduação de 3º Sargento e permanecer no serviço ativo até o limite máximo de 8 (oito) anos, quando ingressarão na reserva não-remunerada. O ingresso no Exército Brasileiro também garante às mulheres militares os direitos, os deveres e as oportunidades em igualdade de condições com os homens. As alistadas selecionadas poderão desistir do SMIF até a publicação do ato oficial de incorporação, quando o serviço militar passa a ser obrigatório.
Expectativas
A oportunidade de servir o país atraiu várias jovens brasileiras para a Apresentação Geral. Em Brasília, a estudante Amanda Remor dos Santos destacou que sempre quis ser militar. “Meus avós eram militares, e meu pai sempre me motivou a seguir essa carreira. Se eu entrar, espero mudanças na minha vida, e quem sabe passar a ser uma pessoa mais forte”. A estudante Izabelly Rodrigues também revelou ter forte conexão com a vida militar. “Desde pequena sempre gostei de ver mulheres fardadas. Sempre achei bonito. E meu irmão servia, o que sempre chamou minha atenção. Minha família apoiou muito minha escolha”.
O apoio e a vibração com as escolhas das jovens eram visíveis nas expressões das mães e dos pais que aguardavam suas filhas do lado de fora do ginásio. Gislena da Costa Santos, mãe de Ana Luísa da Costa Saldanha, não conseguia conter a emoção ao falar do entusiasmo da filha com a possibilidade de servir. “Desde pequena, ela falava que queria entrar no Exército. Eu dizia que não podia, mas quando surgiu a oportunidade fomos atrás do alistamento dela. Quando surgiu a notícia de que a Ana Luísa tinha que se apresentar aqui, foi uma explosão de emoção, de muita alegria. Ela está com muita esperança de entrar, e eu estou muito orgulhosa. Ela está correndo atrás de um sonho e do futuro dela”.
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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército