Respeito ao legado e olhar para o futuro marcam celebração do Dia das Comunicações

Coesão

Publicado em 06/05/2026 10h29 | Atualizado em 14/05/2026 11h17

Centro de Comunicação Social do Exército

• As Comunicações são essenciais na Defesa e na arte da guerra, assegurando que ordens e informações fluam com precisão. O Dia das Comunicações é celebrado em 5 de maio em homenagem ao Marechal Rondon, patrono da Arma, que nasceu nesta data em 1865.

• Em 2026, a Arma de Comunicações completa 70 anos na Força Terrestre. Atualmente, as Comunicações são vitais em Programas Estratégicos do Exército, usando tecnologias como Inteligência Artificial e atuando na Guerra Cibernética e Guerra Eletrônica.

• A cerimônia em Brasília destacou a importância histórica de Rondon e homenageou os comunicantes.

Por Major Cerqueira (CCOMSEx)

Brasília (DF) – Com relevância cada vez maior nos temas relacionados à Defesa, as Comunicações desempenham papel preponderante no cenário atual da arte da guerra. Conhecida como “Arma do Comando”, é essa especialidade que trabalha para garantir que as ordens e informações fluam com precisão e segurança, possibilitando decisões rápidas e acertadas em ambientes marcados pela complexidade. Por sua importância e legado de feitos históricos, o Exército Brasileiro celebra em 5 de maio o Dia das Comunicações, homenagem ao Patrono da Arma, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, nascido nessa data, em 1865.
 


Em 2026, as Comunicações completam 70 anos de implantação no contexto da Força Terrestre, ocorrida em 25 de agosto de 1956. Ao longo dessas sete décadas de atuação, os comunicantes colaboraram para a evolução do Exército, das redes de telégrafos à guerra cibernética e guerra eletrônica, sempre com a missão de garantir o comando e controle, instalando, explorando, mantendo e protegendo os sistemas de Comunicações nos mais diversos escalões.

Presença marcante em Programas Estratégicos

Atualmente, as Comunicações estão no centro de Programas Estratégicos do Exército com o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) e de Desenvolvimento do Setor Cibernético na Defesa. Estas iniciativas visam proteger a infraestrutura crítica do país e garantir a segurança no espaço digital, com as Comunicações atuando na detecção e neutralização de ameaças. A integração de radares, sensores de última geração e satélites assegura que o Exército mantenha uma consciência situacional constante, fundamental para a dissuasão e a defesa do território nacional.
 


O Exército vem desenvolvendo o emprego de tecnologias inovadoras com o uso de Inteligência Artificial, permitindo a análise de grandes volumes de dados em tempo real, otimizando o ciclo de inteligência e o reconhecimento de alvos. Tal medida tem a capacidade de proporcionar uma vantagem tática crucial, ao minimizar a exposição de tropas humanas em áreas de alto risco.

Já a Guerra Cibernética e a Guerra Eletrônica consolidaram-se como domínios vitais para os comunicantes contemporâneos. A capacidade de negar o uso do espectro eletromagnético ao oponente, enquanto se protege as próprias redes de ataques e interferências, é o que define o sucesso nas operações modernas de "Guerra Multidomínio". Por meio de centros de operações de rede e unidades de Guerra Eletrônica, as Comunicações atuam na linha de frente para blindar o fluxo de dados estratégicos contra ameaças como espionagem e sabotagem digital.
 


Celebração da memória de Rondon

Toda essa atuação dos comunicantes em prol do Exército esteve em destaque durante cerimônia comemorativa ao Dia das Comunicações, realizada em Brasília, no dia 5 de maio. O evento ocorreu no Forte Marechal Rondon, sendo presidido pelo Comandante da Força, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, com a presença de integrantes do Alto-Comando do Exército e oficiais-generais da Ativa e Veteranos.
 

Foto: 1º SGT Peres (CCOMSEx)


O General Tomás ressaltou o papel histórico do Marechal Rondon (1865-1958), exemplo para as gerações de comunicantes que o sucederam. “Rondon foi um militar com uma imagem futurista, uma pessoa humanista, com invejável trabalho de integração de áreas remotas do País por meio do telégrafo e abertura de estradas, sempre respeitando os brasileiros de todas as origens, em particular os indígenas, com o lema ‘morrer se for preciso e matar nunca’. Ele nos lega um exemplo que fica para a história. Como Comandante, eu só posso cumprimentar os companheiros de Comunicações por esse dia e pelos 70 anos da criação da Arma de Comunicações, que é o grande ícone do Sistema de Comando e Controle do Exército Brasileiro”, destacou.
 

Foto: 1º SGT Peres (CCOMSEx)


Ao longo da cerimônia, alguns momentos especiais marcaram a ocasião. Além da aposição de uma corbélia de flores no busto de Rondon, o mais antigo militar oriundo das Comunicações presente, General de Exército Veterano Ueliton José Montezano Vaz, transmitiu uma mensagem comemorativa à data via rádio, sendo respondida posteriormente por integrantes dos oito Comandos Militares de Área do Exército. Outro ponto cercado de emoção foi o desfile de um grupamento composto por comunicantes de várias gerações, simbolizando o esforço e dedicação de todos os representantes da Arma do Comando ao longo dos seus 70 anos de existência.
 

Foto: 1º SGT Peres (CCOMSEx)

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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