Primeiras sargentos aperfeiçoadas na EASA são novo marco da participação feminina no Exército

Formação militar

Publicado em 19/04/2026 02h00

Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas

• A presença das mulheres no Exército Brasileiro ganhou destaque com a formação de 11 graduadas femininas na Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA) em Cruz Alta.

• Elas aprimoraram conhecimentos em liderança e gestão, visando a funções de maior responsabilidade. A cerimônia de conclusão ocorreu em 9 de abril, com a presença do Comandante do Exército. Desde 2023, a EASA também aperfeiçoa sargentos de outras qualificações.

O aumento da participação feminina, como no Serviço Militar Inicial Feminino, reflete mudanças sociais, com cerca de 1000 jovens mulheres ingressando. Em 2026, Claudia Lima Gusmão Cacho tornou-se a primeira oficial-general mulher. A história de mulheres no Exército inclui pioneiras como Maria Quitéria e enfermeiras da 2ª Guerra Mundial, que inspiraram futuras gerações.

Cruz Alta (RS) – A presença das mulheres no Exército Brasileiro ganhou um novo e importante capítulo. Na Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA), 11 graduadas femininas viveram um momento histórico, sendo as primeiras a se aperfeiçoarem naquele estabelecimento de ensino, sediado na cidade gaúcha de Cruz Alta. Todas elas são 2º Sargentos da Qualificação Militar Singular (QMS) Músico e registraram um marco inédito para a Instituição, que conta cada vez mais com a participação feminina em seus diversos quadros.
 


Durante o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, realizado por graduados de ambos os sexos, as pioneiras ampliaram seus conhecimentos sobre liderança, assessoramento e gestão, por meio do estudo de diversas disciplinas, como: Gestão Administrativa, Organização e Emprego da Força Terrestre, Ética Profissional Militar, Liderança, Direitos Humanos, entre outras. Tudo com a finalidade de capacitá-las para o desempenho de funções de maior responsabilidade em suas organizações militares.
 



A solenidade de conclusão do Curso ocorreu no dia 9 de abril e contou com a presença do Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. Dirigindo-se à tropa, ele destacou a importância dos sargentos como vetores para a disseminação dos valores e ordens.
 


Até o ano de 2023, a EASA teve como missão aperfeiçoar os sargentos das Armas do Exército Brasileiro (Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações). A partir de então, recebeu a incumbência de aperfeiçoar também os sargentos de outras qualificações militares.
 


Ao longo de mais de três décadas de existência, a EASA tornou-se um estabelecimento de ensino de referência no Exército, valorizando a dimensão humana da Força Terrestre e, particularmente, a carreira do graduado. Tudo graças ao trabalho incansável dos homens e mulheres que serviram naquela escola.
 

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Competência feminina a serviço do Exército

O aumento gradual da participação feminina no Exército Brasileiro representa uma transformação importante para o País, refletindo mudanças sociais mais amplas em direção à igualdade de oportunidades para homens e mulheres. Nas últimas décadas, políticas institucionais e avanços culturais ampliaram significativamente esse espaço.
 


Um dos marcos mais recentes é o Serviço Militar Inicial Feminino, que simboliza a abertura para que jovens mulheres ingressem voluntariamente nas fileiras do Exército, como soldados, em funções antes exclusivamente masculinas. Foram cerca de 1000 jovens incorporadas em todo o Brasil, aumentando a representatividade da Força.
 


Outro fato inédito e representativo ocorrido nesse ano de 2026 foi a promoção da primeira oficial-general mulher da Força, a General de Brigada Claudia Lima Gusmão Cacho, designada para comandar o Hospital Militar de Área de Brasília. As mulheres, portanto, estão em todos os círculos hierárquicos institucionais.

Tanto a presença como soldados incorporadas como a chegada da mulher ao generalato vêm na esteira de outros marcos importantes da participação feminina na Força. Desde a pioneira, Maria Quitéria, que pegou em armas para lutar pela consolidação da Independência brasileira em terras baianas, em 1823, outros fatos relevantes nesse sentido foram registrados.

Um dos exemplos mais notórios vem das enfermeiras que se voluntariaram para servir na Força Expedicionária Brasileira que combateu na 2ª Guerra Mundial. O heroísmo delas inspirou outras gerações de mulheres que ingressaram na Força posteriormente, como as oficiais do Serviço de Saúde e do Quadro Complementar, a partir de 1992.

Isso vale para as mulheres que passaram ser formadas na Academia Militar das Agulhas, no Instituto Militar de Engenharia e nos estabelecimentos de ensino de formação de sargentos de carreira. Todas elas com histórias de superação, coragem e competência em prol do Exército e da Nação.

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Fonte: Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas

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