Presença permanente do Exército Brasileiro garante avanços da Operação Catrimani II em Roraima - Notícias
Presença permanente do Exército Brasileiro garante avanços da Operação Catrimani II em Roraima
Operacionalidade
Comando Operacional Conjunto Catrimani II
•O Exército Brasileiro, parte do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, gerou um impacto econômico de R$ 645,3 milhões contra a mineração ilegal na terra indígena Yanomami até 21 de janeiro de 2026.
• Esse valor inclui danos de materiais apreendidos, como aeronaves e geradores. As forças também atuaram na proteção das comunidades indígenas e na preservação da Amazônia, combatendo o garimpo ilegal por meio de diversas operações. Essas ações resultaram na destruição de acampamentos e na apreensão de mercúrio e combustíveis.
• O Exército ajuda a reestruturar unidades de saúde indígena e é crucial na desarticulação das organizações criminosas.
Boa Vista (RR) – O Exército Brasileiro, Instituição integrante do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, participou de ações que geraram um impacto econômico de R$ 645,3 milhões às estruturas criminosas de mineração ilegal na terra indígena Yanomami. O valor compilado até o dia 21 de janeiro de 2026 contempla o total dos danos provocados pelas Forças Armadas, Órgãos de Segurança Pública e Agências que atuam no estado de Roraima.
O prejuízo causado pelas ações refere-se ao material apreendido ou destruído, tais como aeronaves, embarcações, motores e geradores, sem contabilizar o impacto econômico decorrente da cessação das atividades ilegais. Soma-se a esse resultado o valor inestimável da proteção às comunidades indígenas que vivem na região, diretamente afetadas pelos danos sociais, sanitários e culturais provocados pelo garimpo ilegal, bem como a preservação da floresta Amazônica, que vinha sendo desmatada e contaminada por mercúrio.
O Exército e Força Armadas coirmãs têm papel essencial nas atividades de desintrusão de garimpeiros, inteligência e apoio logístico nas operações em áreas de difícil acesso. Desde o início da Operação, em março de 2024, o esforço integrado da Operação Catrimani II e da Casa de Governo contabilizou cerca de 9 mil ações, 49.444 abordagens e 328 prisões.
Nesse contexto, o Exército participou do esforço conjunto para a inutilização de 778 acampamentos clandestinos, 78 pistas de pouso ilegais e 45 aeronaves. As ações resultaram, também, na apreensão e inutilização de 232 kg de mercúrio, elemento tóxico capaz de se ligar quimicamente ao metal nobre, e de 236 mil litros de óleo diesel utilizados na operação e logística dos garimpos ilegais.
Com o intuito de apoiar os esforços do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) na reestruturação de Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), foram realizadas diversas ações de apoio logístico, como a entrega de telhas, placas fotovoltaicas e insumos necessários para adequação das infraestruturas de atendimento à saúde indígena. Tais apoios têm a finalidade de assegurar a continuidade e integridade dos serviços de saúde prestados na terra indígena Yanomami.
A presença constante das tropas do Exército integrantes do Comando Conjunto é determinante para desarticular as redes criminosas que operam na terra indígena. Entre as medidas executadas estão a interdição de pistas de pouso clandestinas com uso de explosivos, a inutilização de dragas, motores, geradores, motosserras, antenas de comunicação e estruturas de extração mineral, bem como o bloqueio de rotas de abastecimento fluvial dos garimpos instaladas de forma indevida.
Principais Operações de 2025
A Operação Tormenta I, realizada em abril, concentrou esforços na região de “Rangel” após intenso trabalho de Inteligência, resultando na neutralização de pistas de pouso clandestinas, apreensão e destruição de maquinários, combustíveis e materiais utilizados na extração ilegal, além da detenção de seis pessoas em flagrante. A ação combinou operações terrestres, aéreas e fluviais, com aproximadamente 70 horas de voo, emprego de aeronaves das três Forças, uso de sistemas de aeronaves remotamente pilotadas e atuação permanente do Centro de Coordenação de Operações, garantindo presença contínua e controle da área.
Entre os meses de julho e agosto, as operações Flecha Noturna IV e Urihi intensificaram o estrangulamento das rotas aéreas do garimpo ilegal. A Flecha Noturna IV resultou na inutilização da pista clandestina “Rangel”, com emprego de Forças Especiais e carga explosiva ampliada para dificultar a reconstrução da estrutura, além da neutralização de acampamentos de apoio. Já a Operação Urihi marcou a 60ª ação de interdição de pista clandestina da Operação Catrimani II, com a inutilização da pista “Espadim”, às margens do rio Uraricoera, considerada estratégica para o abastecimento da atividade ilícita.
A Operação Legionário apresentou resultados expressivos, com a interdição de três pistas clandestinas, inutilização de duas dragas metálicas, destruição de acampamentos e a detenção de 15 suspeitos ligados ao garimpo ilegal. A operação também resultou na apreensão de combustíveis, minérios, equipamentos de comunicação via satélite, armamentos, munições e entorpecentes, com emprego intensivo de meios aéreos, infiltrações aeromóveis por rapel e operações noturnas com equipamentos de visão noturna, ampliando o impacto sobre a logística criminosa na terra indígena Yanomami.
Operação Catrimani II
A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre Órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na terra indígena Yanomami. A participação do Exército Brasileiro nas ações repressivas contra o garimpo ilegal vêm contribuindo para a efetividade da operação, com expressivos resultados no combate às atividades ilícitas naquela região.
Assista ao vídeo da retrospectiva 2025 da Operação Catrimani II
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Fonte: Comando Operacional Conjunto Catrimani II