Operação Catrimani II: patrulhas fluviais contribuem para redução do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami - Notícias
Operação Catrimani II: patrulhas fluviais contribuem para redução do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami
Operacionalidade
Patrulha Fluvial realizada pelo Destacamento Especial de Fronteira de Waikás pelo Rio Uraricoera
Comando Operacional Conjunto Catrimani II
A Operação Catrimani II, iniciada em abril de 2024, utiliza patrulhas fluviais nos rios Uraricoera e Mucajaí para reduzir drasticamente o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, monitorando e interceptando atividades criminosas nas calhas dos rios.
As patrulhas fluviais, parte de uma estratégia de sufocamento do garimpo ilegal, têm gerado prisões de suspeitos, apreensões de minérios e armamentos, e interdição de acampamentos clandestinos, protegendo assim comunidades indígenas e o meio ambiente.
Partindo de bases avançadas, as patrulhas fluviais vasculham rios e igarapés, ocultos por garimpeiros, para desmantelar equipamentos. A revisitação de áreas inspecionadas confirma a eficácia, mantendo a pressão dissuasória e consolidando o controle territorial na terra Yanomami.
Boa Vista (RR) – A redução do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, tem a contribuição direta de uma das principais atividades repressivas das Forças Armadas no contexto da Operação Catrimani II: as patrulhas fluviais realizadas nos igarapés e áreas que margeiam as calhas dos rios da região.
Desde o início da Operação Catrimani II, em abril de 2024, tropas do Comando Operacional Conjunto realizam patrulhas nos rios Uraricoera e Mucajaí. A ação é fundamental para o monitoramento de áreas de selva fechada, interceptando o garimpo ilegal diretamente onde ele está mais presente: nas proximidades dos rios.
Como resultado das patrulhas, foram realizadas prisões de suspeitos de envolvimento com o garimpo ilegal; interdições de acampamentos clandestinos e inutilização de materiais como balsas e dragas, além de apreensões de minérios, drogas e armamentos.
“As patrulhas fluviais são contínuas e integram uma estratégia para sufocar o garimpo. Esse esforço conjunto busca não apenas combater o garimpo ilegal, mas também garantir a segurança das comunidades indígenas e a preservação do meio ambiente”, destacou o General de Divisão Plácido, Subcomandante do Comando Operacional Conjunto Catrimani II.
Procedimento
As patrulhas têm como ponto de partida bases avançadas situadas às margens dos rios Mucajaí e Uraricoera. As ações podem durar dias, nos quais os militares vasculham rios e igarapés onde os garimpeiros costumam ocultar seus equipamentos.
Entre os dias 13 e 15 de outubro de 2025, as tropas do Comando Operacional Conjunto revisitaram áreas já inspecionadas e confirmaram a eficácia das ações nas margens do rio Uraricoera: não foram encontrados indícios de retomada do garimpo na Terra Indígena Yanomami. A revisitação aos locais já inspecionados desencoraja o retorno dos garimpeiros e mantém a pressão dissuasória sobre os pontos de garimpo e rotas logísticas ilegais, consolidando o controle territorial, ampliando a proteção às comunidades e contribuindo para a preservação ambiental na TIY.
Operação Catrimani II
A Operação Catrimani II faz parte de uma ação conjunta entre órgãos de segurança pública, agências e Forças Armadas, coordenada pela Casa de Governo do Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024. A operação tem como objetivo atuar de forma preventiva e repressiva contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami.
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Fonte: Comando Operacional Conjunto Catrimani II