Operação Catrimani II interdita pista clandestina usada pelo garimpo na terra Yanomami

Operacionalidade

 

Publicado em 25/03/2026 17h00 | Atualizado em 25/03/2026 17h01

Comando Operacional Conjunto Catrimani II

• Em 17 de março, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II interditou uma pista de pouso clandestina na terra indígena Yanomami. Essa ação visa dificultar a mineração ilegal aplicando 350 kg de explosivos.

• O objetivo é controlar o crime ambiental, proteger a saúde pública e conservar o meio ambiente.

• A operação conta com a colaboração das Forças Armadas e agências governamentais para reafirmar a presença do Estado na região.

Boa Vista (RR) - Em mais uma ação para interromper o fluxo do crime ambiental, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo, realizou, nesta terça-feira, 17 de março, a interdição de uma pista de pouso clandestina na região da terra indígena Yanomami. A ação integra uma estratégia de desarticulação logística com o objetivo de tornar a mineração ilegal economicamente inviável. 
 


Na operação, foram aplicados 350 kg de explosivos. As detonações ocorreram em pontos estratégicos, impossibilitando pousos e decolagens de aeronaves na área.

Para o transporte das tropas e dos materiais, foram empregadas aeronaves UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil; HM1 Pantera, do Exército Brasileiro; e o H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira.
 


A malha aérea clandestina é considerada a espinha dorsal da extração mineral em áreas remotas. Sem essas pistas, o garimpo sofre um bloqueio crítico no suprimento de combustível, mantimentos e peças para maquinário pesado. Além de reduzir a mobilidade para o transporte de pessoal e escoamento do minério, a ausência de apoio aéreo eleva os custos operacionais, tornando a atividade logística e financeira insustentável.

A ação não é isolada, mas parte de um cronograma contínuo de desintrusão. O objetivo vai além da repressão, abrangendo também a proteção da saúde pública e a conservação ambiental. A mineração ilegal é a principal responsável pela contaminação de rios por mercúrio e pelo desmatamento, que ameaçam a sobrevivência das comunidades indígenas.

Para o Comando Conjunto Operacional Catrimani II, a operação reforça o controle territorial por parte do Estado e mantém a pressão constante sobre as rotas de abastecimento do crime.
 


Amparada pela Portaria GM-MD N° 5.831/2024, a missão une as Forças Armadas, órgãos de Segurança Pública e agências governamentais. A força-tarefa atua na linha de frente para reafirmar a presença do Estado na região mais crítica da terra indígena Yanomami, combatendo crimes ambientais de forma preventiva e repressiva.

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Fonte: Comando Operacional Conjunto Catrimani II

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