Operação Aratu XI: exercício tático com tiro real na AMAN simula combate

Operacionalidade

Publicado em 02/06/2026 14h38 | Atualizado em 02/07/2026 14h38

Fotos: 1º Sgt Peres (CCOMSEx)

• Em 27 de junho, o Exército Brasileiro realizou um exercício tático com tiro real na Academia Militar das Agulhas Negras, parte da segunda fase da Operação Aratu XI.

• A atividade validou os procedimentos operacionais e a capacidade das tropas em um cenário de combate simulado. O exercício envolveu a proteção de uma zona de desembarque, uso de diversos armamentos e a execução de um ataque coordenado.

• Participaram 14 organizações militares e mais de 500 militares, aprimorando a prontidão operacional e a integração de combate. O exercício também destacou a importância do treinamento de saúde em operações.

Por 2º Ten Renata (CCOMSEx)

Resende (RJ) – Em continuidade à segunda fase da Operação Aratu XI, militares do Exército Brasileiro realizaram, no final de junho, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o exercício tático com tiro real da subunidade (ETTR). A atividade representou o ponto culminante do período de adestramento, permitindo a validação dos procedimentos operacionais e a certificação da capacidade da tropa em um cenário de combate simulado. A segunda fase da Operação Aratu XI contou com a participação de 14 organizações militares e mais de 500 militares. 

A metodologia do ETTR é estruturada em planejamento tático, treinamento de coordenação de fogos e validação dos armamentos, exercício tático com munição de festim e exercício tático com munição real. A atividade promove o aperfeiçoamento da coordenação entre as frações e da sincronização de fogos antes da execução do exercício principal. 

 



Durante o ETTR, elementos infiltrados realizaram a proteção da zona de desembarque (ZDbq), empregando fogos de metralhadora calibre .50 embarcada em uma aeronave Esquilo (Fennec). Na sequência, uma companhia prosseguiu pela faixa de infiltração em direção à linha de contato, onde foram executados fogos de preparação pelos meios de apoio, simulando a neutralização das posições inimigas antes do ataque principal.
 


Ao atingir a linha de contato, a tropa iniciou o ataque coordenado, empregando diferentes sistemas de armas, entre eles fuzis, metralhadoras MAG, metralhadoras Minimi 7,62 mm, morteiro 81 mm, obuseiro 105 mm e o canhão sem recuo Carl Gustaf 84 mm. A integração entre os meios de apoio e as frações de combate permitiu a execução coordenada das ações previstas para o exercício.
 


O Comandante da Brigada de Infantaria Aeromóvel (Bda Inf Amv), General de Brigada Pedro Aires Pereira Júnior, destacou a importância da certificação para a manutenção da prontidão operacional da tropa. “Chegamos ao término desse ciclo de certificação com a realização do exercício tático com tiro real, tendo a oportunidade de observar a manobra e a capacidade de uma companhia de fuzileiros orgânica do 5º Batalhão de Infantaria Aeromóvel, que constitui a base da nossa Força-Tarefa Aeromóvel. Eles terão a oportunidade de conquistar um objetivo realizando seu próprio movimento e contando com todo o apoio de fogo orgânico do batalhão e da Brigada.” O General destacou, ainda, que a certificação é um selo de qualidade concedido pelo Comando de Operações Terrestres, garantindo o elevado nível de prontidão das tropas e a capacidade de desdobrar efetivos para o cumprimento de qualquer missão.
 

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O oficial de ligação de Artilharia no Exercício, Capitão Daniel Chicarino, ressaltou a participação da 2ª Bateria de Obuses do 20º Grupo de Artilharia de Campanha Aeromóvel durante o exercício. "Estamos participando do ETTR com a 2ª Bateria de Obuses do 20º Grupo de Artilharia de Campanha Aeromóvel. A bateria executou diversas missões de tiro, colocando em prática todo o conhecimento adquirido ao longo do ano de instrução. A execução do tiro real representa o coroamento desse processo, iniciando nossa prontidão permanente. O exercício permite que nossa tropa esteja cada vez mais preparada para prestar apoio de fogo eficiente à Brigada de Infantaria Aeromóvel."

 

A Aspirante Médica Isabelle Cavarzan, do 5º Batalhão de Infantaria Aeromóvel  (5º BI Amv), também destacou a importância da experiência operacional. "Nossa equipe integra o sistema de saúde que apoia a operação. Nossa função é prestar atendimento durante a atividade e manter o treinamento voltado para a área de saúde em contexto operacional. Tenho apenas quatro meses de Força, e essa experiência tem sido extremamente enriquecedora."

Na fase final da operação, os militares realizaram a abertura de brecha em obstáculo com o emprego de munições fumígenas para mascarar a progressão da tropa, seguida pelo assalto às posições inimigas simuladas e pela conquista do objetivo.
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Participaram da atividade integrantes do Comando de Operações Terrestres (COTER), do Centro de Adestramento Leste (CA Leste), da 2ª Divisão de Exército (2ª DE), da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx) e da Brigada de Infantaria Aeromóvel (Bda Inf Amv).
 

 

Por meio do exercício, foram aprimoradas as capacidades de combate, de coordenação e de emprego dos sistemas de armas em ambiente operacional. Ao aplicar a doutrina militar terrestre em operações ofensivas, especialmente no ataque, o exercício permitiu a integração das funções de combate com segurança e precisão, além de aprimorar a liderança e a capacidade de tomada de decisão.

Com o término da Operação Aratu XI, o Exército avança em seu preparo operacional, no contexto do Projeto Força 40, seguindo a Política de Transformação do Exército Brasileiro.  O objetivo é ter tropas capazes de atuar em qualquer parte do território nacional e em áreas de interesse, dispondo de poder de combate ofensivo para neutralizar ameaças.

 


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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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