Incorporação das primeiras mulheres como soldado é marco histórico para o Exército

Integração com a sociedade

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Foto: ST Sionir (Centro de Comunicação Social do Exército)

• Em 2 de março de 2026, 50 mil jovens se tornaram soldados do Exército Brasileiro, incluindo 1.010 mulheres, sendo as primeiras a se juntar a 38 organizações militares.

• A cerimônia de incorporação ocorreu em Brasília, com a presença do Ministro da Defesa e do Comandante do Exército, destacando a participação feminina.

• As recrutas expressaram grande emoção, e a inclusão de mulheres exigiu adaptações nas instalações do Exército. As mulheres terão os mesmos direitos e obrigações que os homens e poderão servir por até oito anos.

Brasília (DF) – Dia 2 de março de 2026, momento histórico para o Exército Brasileiro e para o País. Em todo o Brasil, cerca de 50 mil jovens de ambos os sexos incorporaram como soldados às fileiras da Força Terrestre para o Serviço Militar Inicial. Presentes entre os integrantes da turma de 2026, 1.010 mulheres tornaram-se pioneiras, sendo as primeiras recrutas incorporadas em 38 organizações militares de todo o território nacional.
 

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Durante o primeiro semestre do ano de 2025, mais de 33 mil jovens realizaram o alistamento voluntário para o Serviço Militar Inicial Feminino. Após as etapas de Apresentação Geral das convocadas e Seleção Complementar, as conscritas participaram do ato simbólico de entrada pelos portões dos quartéis no dia de hoje, concretizando o ingresso nas Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica.

A incorporação de soldados femininas representa um marco institucional para o Exército. Em Brasília, a cerimônia de entrada das novas recrutas ocorreu no Comando Militar do Planalto (CMP). São 182 jovens, que realizarão sua formação militar na Base de Administração e Apoio do CMP ao longo desse ano de instrução, podendo permanecer na Força por até oito anos.
 

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A solenidade na Capital Federal, com presença de autoridades civis e militares, foi presidida pelo Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que celebrou o momento inédito. “É um dia histórico e uma vitória para as Forças Armadas. A cada ano, uma classe de jovens brasileiros atende ao chamado para servir ao País, como dever cívico e patriótico. A chegada das mulheres para servir como soldados é um marco na evolução da Defesa do Brasil. As mulheres já somam cerca de 10% dos efetivos militares em diferentes funções, incluindo a primeira oficial alçada ao generalato, Coronel Claudia, aqui presente. É um orgulho perceber a participação feminina voluntária agora como soldados”, salientou.
 

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O primeiro momento da formatura de incorporação foi realizado no Campo de Parada Marechal José Pessoa, com os conscritos ainda trajando roupas civis. Os recrutas Isabela Costa Ferreira e Kauã Veras da Silva, mais modernos em forma, realizaram a abertura dos portões do CMP para a passagem dos 382 soldados do Efetivo Variável da turma de 2026. No momento seguinte, já fardados pela primeira vez com o uniforme camuflado verde-oliva, a solenidade prosseguiu no Pátio Rosa da Fonseca, na área interna do CMP.
 

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​​​​​Papel da família

Presente na cerimônia, o Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, procedeu à leitura da Mensagem Especial voltada aos novos recrutas, na qual reservou um espaço especial às mulheres. “Esse marco amplia a participação feminina nas fileiras do Exército e reforça, ainda mais, a concepção de uma Instituição verdadeiramente integrada por brasileiros e brasileiras, todos irmanados no mesmo propósito de bem servir ao Brasil e de fazê-lo próspero, seguro e soberano. O pioneirismo desta incorporação certamente trará diversos benefícios à Força e representará um avanço e uma vitória para o Exército de Caxias”.
 

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Em outro momento marcante, o Comandante da Força celebrou a presença dos familiares dos recrutas na cerimônia, reforçando a importância do papel dos pais nas vidas dos jovens militares. Para homenagear as famílias presentes na assistência, o General Tomás solicitou uma salva de palmas por parte do grupamento de incorporados.

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Emoção entre as recrutas

Entre as pioneiras soldados femininas, o sentimento era de realização de um sonho. A Soldado Amanda Zagatto Maia, moradora de Taguatinga e que viveu a coincidência de completar 19 anos justamente no dia da incorporação, afirmou que ver a família presenciar esse dia era uma emoção que não cabia no peito.

Também bastante emocionada por poder fazer parte do Exército, a Soldado Yasmin Rocha Silva apontou a influência familiar para a decisão de se alistar, uma vez que seu pai e seu avô são militares da reserva e que essa experiência mudou completamente a vida de sua família.

 

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Adequações

A inédita presença do público feminino na função de soldados trouxe necessárias adaptações como alojamentos exclusivos para as mulheres e adequação de outras instalações. Do mesmo modo, oficiais e sargentos femininas foram capacitadas para a realização das instruções previstas para as soldados, que têm os mesmos direitos e obrigações de seus colegas de farda.

Respeitando as peculiaridades e capacidades físicas de cada gênero, os recrutas viverão os desafios próprios da rotina da caserna de igual maneira, como exercícios no terreno, instruções de tiro e serviços de guarda ao quartel. Após o primeiro ano de serviço militar, parte dos soldados homens e mulheres da turma de 2026 poderá engajar para mais um ano de serviço, dependendo do desempenho pessoal e número de vagas disponíveis, podendo permanecer na ativa por até oito anos.

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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