Homenagem em Nápoles (Itália) reverencia memória dos combatentes da Força Expedicionária Brasileira

Coesão

Publicado em 09/07/2026 14h30 | Atualizado em 09/07/2026 14h31

Aditância de Defesa do Brasil na Itália

• A Força Expedicionária Brasileira (FEB) lutou na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, com cerca de 25 mil militares contribuindo para a libertação de regiões como Toscana e Emilia-Romagna.

• Em 1º de julho, uma cerimônia foi realizada em Nápoles para homenagear sua participação, incluindo a inauguração de uma placa no local do primeiro acampamento da FEB.

• Monumentos e placas em várias cidades italianas, como em Pistoia e Gaggio Montano, perpetuam a memória dos Pracinhas.

Nápoles (Itália) – A participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) no Teatro de Operações da Itália, no contexto da Segunda Guerra Mundial, deixou um legado positivo na memória afetiva dos habitantes daquela nação. Cerca de 25 mil militares tomaram parte no conflito, contribuindo para o fim do jugo nazifascista nas regiões da Toscana e Emilia-Romagna, centro-norte italiano. Os relatos do heroísmo dos Pracinhas foram transmitidos pelos contemporâneos da guerra aos seus descendentes, o que possibilita a realização de homenagens aos brasileiros até os dias atuais. Um evento dessa natureza ocorreu no dia 1º de julho, na cidade de Nápoles, local do desembarque dos expedicionários, no ano de 1944.
 


Uma cerimônia cercada de simbolismo e reverência ao passado foi realizada na Reserva Natural da Cratera do Vulcão Astronia. Na ocasião, foi inaugurada uma placa que recorda o local do 1º Acampamento da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Após cruzar o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo, o 1º Escalão da FEB, composto por cerca de cinco mil militares brasileiros, chegou ao porto de Nápoles, no dia 16 de julho de 1944. A tropa seguiu para a área da cratera do vulcão Astrônia, onde estacionou por duas semanas. Neste período, após a organização da área de estacionamento, foi implementado um programa de instrução preliminar composto por treinamento físico, instrução geral e treinamento de marcha.
 


Também nessa região, a tropa do 1º Escalão participou da primeira solenidade de hasteamento do Pavilhão Nacional, que foi presidida pelo Gen Zenóbio da Costa, Comandante da Infantaria Divisionária, no dia 18 de julho de 1944. Ao final das duas semanas, a tropa prosseguiu para Tarquínia, onde recebeu o material bélico e o 1º Escalão da FEB foi incorporado ao V Exército Norte-Americano.

Durante a cerimônia, conduzida pela Direção da Reserva Natural da Cratera do Vulcão Astronia em coordenação com a Aditância de Defesa e do Exército na Itália, foi realizada a leitura de um texto confeccionado pelo General de Divisão Veterano Édson Skora Rosty, pesquisador da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército Brasileiro (DPHCEx), bem como foi destacada a importância histórica da Cratera do Vulcão Astronia, local do primeiro estacionamento da FEB em solo italiano. A atividade contou com a presença de autoridades civis e militares italianas e brasileiras, além de pesquisadores da Reserva Natural.

Memória viva da atuação da FEB

A placa inaugurada em Nápoles é mais uma das reverências prestadas pelos italianos à FEB. Em diversas localidades na Itália, existem dezenas de monumentos, placas e esculturas referentes ao heroísmo dos Pracinhas durante a Segunda Guerra Mundial. A mais famosa dessa homenagens é o Monumento Votivo Militar Brasileiro, situado em Pistoia. O local foi utilizado como cemitério militar até o traslado dos restos mortais dos Pracinhas para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, inaugurado em 1960.
 


Entretanto, permaneceu em Pistoia o registro da atuação da FEB, com os nomes dos 465 combatentes que pereceram sinalizados em lápides e em um muro de mármore de 3 metros de altura e 70 m de comprimento. No local, diariamente é hasteada uma bandeira do Brasil, reverenciando a participação do País para a libertação daquela nação amiga.

Outra homenagem de grande vulto é o Monumento Liberazione, inaugurado em 21 de junho de 2001. A escultura de 7 m de altura e 14 m de comprimento está localizada em Gaggio Montano, aos pés do Monte Castello, onde a FEB esteve envolvida no combate mais conhecido da sua campanha na Itália. Registro concreto e perene da saga dos nossos ex-combatentes.
 


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Fonte: Aditância de Defesa do Brasil na Itália

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