Exército vence desafios logísticos para entregar gerador à estrutura de saúde indígena

Integração com a sociedade

Comando Operacional Conjunto Catrimani II

• O Comando Catrimani II transportou um gerador de 830 kg para o novo Centro de Referência de Saúde Indígena em Surucucu. A logística complexa envolveu percursos terrestre e aéreo com helicóptero Black Hawk.

• O gerador é crucial para robustez energética do Centro, garantindo atendimentos de saúde e estabilização de pacientes graves. O suporte militar foi considerado primordial para o transporte, dada a dificuldade de acesso.

• O transporte ilustra os desafios logísticos da região, sem vias terrestres ou fluviais para grandes cargas. A Operação Catrimani II usa meios das Forças Armadas para apoiar saúde e combate ao garimpo ilegal.

Boa Vista (RR) – O Comando Operacional Conjunto Catrimani II transportou, no dia 26 de agosto, o gerador que fará parte do sistema de energia elétrica do novo Centro de Referência de Saúde Indígena em Surucucu, na terra indígena Yanomami (TIY). A construção do Centro integra o esforço do Governo Federal, por meio da Casa de Governo em Roraima, para ampliar a assistência aos indígenas na região.

A logística de transporte do gerador de 830 quilos de Boa Vista a Surucucu foi executada em duas fases: inicialmente por via terrestre, até uma localidade no município de Alto Alegre, em um percurso de 112 quilômetros. A partir de lá, o equipamento foi içado e levado por uma aeronave Black Hawk H-60, da Força Aérea Brasileira, em uma manobra que contou com equipe do Exército Brasileiro especializada no transporte de carga externa. O helicóptero percorreu 224 quilômetros com o gerador até Surucucu.
 


Para o engenheiro eletricista Ângelo Brito, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, seria impossível receber o gerador para o novo Centro sem o suporte das Forças Armadas. “O sistema tem duas formas de energia, a fotovoltaica e o gerador. Então isso dá mais robustez ao sistema. O acesso aqui é complexo. A gente não tem capacidade de pegar esse equipamento e colocar nos nossos voos (fretados). Então esse apoio é primordial para a execução desse trabalho”, ressalta.

Os profissionais de saúde que já trabalham no atendimento no local, em uma estrutura provisória, explicam que ter um gerador à disposição vai dar mais garantia de boas condições nos atendimentos, em especial quando for necessário estabilizar pacientes que chegam em estado grave, muitas vezes em resgates aeromédicos, antes de serem encaminhados ao hospital. “Não podemos ficar à mercê se faltar energia, porque isso pode prejudicar os aparelhos. O sentimento é de gratidão por todo mundo que está envolvido nesse projeto, porque a gente sabe que é um trabalho de formiguinha e da importância de um setor estar conversando com o outro, em prol de um único objetivo, que é proporcionar a saúde pra esse povo”, afirma a gestora do polo do DSEI em Surucucu, Flávia Thays de Moura Silva.
 


O transporte do gerador é um exemplo dos desafios logísticos enfrentados na região, sem vias terrestres e pistas de pouso limitadas. As vias fluviais não permitem o acesso de grandes embarcações. Nesse cenário, os meios empregados pelas Forças Armadas na Operação Catrimani II apoiam os órgãos e agências governamentais envolvidos nas ações de saúde e combate ao garimpo ilegal na TIY no Estado de Roraima.

Operação Catrimani II

A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos

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Fonte: Comando Operacional Conjunto Catrimani II

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