Exército reforça ajuda humanitária em Terra Indígena Yanomami - Notícias
Exército reforça ajuda humanitária em Terra Indígena Yanomami
Operação Catrimani
Centro de Comunicação Social do Exército e Agência Força Aérea
Brasília (DF) - O Exército Brasileiro tem reforçado a distribuição emergencial de alimentos em Terra Indígena Yanomami. Coordenada pelo Ministério da Defesa e com participação das três Forças Armadas, a Operação Catrimani visa o transporte e a entrega de suprimentos na comunidade indígena até o fim de março de 2024. Até lá, a iniciativa deverá distribuir um total de 15 mil cestas de alimentos.
O Exército Brasileiro fornece a estrutura para a base da Operação, localizada no 4o Pelotão Especial de Fronteira em Surucucu; participa do processo de preparação das cargas a serem distribuídas; contribui com uma equipe especializada no recolhimento das cargas lançadas e emprega helicópteros da Aviação do Exército, junto a aeronaves da Marinha do Brasil (MB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), na distribuição de alimentos para as mais de 300 aldeias indígenas indicadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
Os alimentos distribuídos são fornecidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), que considera a alimentação típica dessas comunidades para a composição da cesta. Entre os itens constam arroz, farinha de mandioca, leite em pó, farinha de milho (flocão) e castanha.
Outras operações
As ações complementam as operações Escudo Yanomami e Ágata Fronteira Norte, ocorridas em 2023. Juntas, as três Operações somam mais de 7,4 mil horas de voo, 1.400 militares envolvidos, 76 meios aéreos, terrestres e marítimos, 36,6 mil cestas básicas enviadas, 700 toneladas de cargas lançadas, além de 3.029 atendimentos médicos e 205 Evacuações Aeromédicas (EVAM) realizadas. O total de cestas entregues pelo Governo Federal soma, até o momento, 58,6 mil, sendo 47,1 mil em Roraima e 11,5 mil no Amazonas.
Preparação e lançamento
O material a ser entregue é inicialmente armazenado na Base Aérea de Boa Vista (BABV) por uma equipe composta de fiscal de preparação de cargas e montadores, em um trabalho de cooperação entre Exército e Força Aérea. Nesse processo, são colocados os equipamentos e os paraquedas sobre as cargas montadas no método CDS (do inglês Container Delivery System). Além do trabalho de instalação, os militares das Forças Armadas realizam, também, o recolhimento do material em solo.
Para os lançamentos na aeronave C-105, são utilizados dois paraquedas do tipo G-13, cada um suportando até 227 quilos. Após os lançamentos, equipes de terra em Surucucu, coordenadas pelo Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar (B DOMPSA) do Exército, realizam o recolhimento de todo o material de paraquedas e cadarçarias e aguardam a chegada da aeronave C-98 Caravan da FAB, responsável por retornar com todo esse material para a BABV, para que sejam feitas as dobragens dos paraquedas e a montagem de novos CDS para lançamentos do dia seguinte.
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Foto: Centro de Comunicação Social do Exército e Agência Força Aérea
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Foto: Centro de Comunicação Social do Exército e Agência Força Aérea
Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército e Agência Força Aérea