Exército participa de operação conjunta com emprego de meios antiaéreos e tropas aeroterrestres

Operacionalidade

Publicado em 21/05/2026 17h57 | Atualizado em 21/05/2026 21h18

Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)

• O Exército Brasileiro participa do Exercício Escudo-Tínia, uma atividade que envolve as três Forças Armadas, focando na defesa aeroespacial. O treinamento ocorre em Anápolis e visa melhorar a colaboração entre o Exército, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha, especialmente em defesa antiaérea.

• Este é o primeiro exercício desse tipo na região Centro-Oeste e se estende até 29 de maio. O exercício inclui ações como o uso de radares e mísseis em resposta a ameaças aéreas, e o treinamento de tropas paraquedistas com saltos simultâneos.

• O objetivo é aumentar a prontidão das forças e a eficiência nas operações de defesa do País.

Por Maj Cerqueira (CCOMSEx)

Anápolis (GO) – O Exército Brasileiro está presente no Exercício Escudo-Tínia, atividade conjunta reunindo as três Forças Armadas, em um contexto de defesa aeroespacial de pontos críticos. O adestramento ocorre na cidade goiana de Anápolis e localidades próximas, proporcionando a verificação do grau de interoperabilidade do Exército com a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha do Brasil. Nesse sentido, a coordenação conjunta das ações tem contribuído para o aprimoramento da operacionalidade e da prontidão em prol da proteção do País.

 
Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)

​​​​​​É a primeira vez que esse treinamento é realizado na região Centro-Oeste. Diferentes capacidades militares do Exército vêm sendo adestradas durante a atividade, que iniciou no dia 11 de maio e vai até 29 desse mesmo mês. Uma delas, com ênfase especial durante a Escudo-Tínia, é a defesa antiaérea. O Comando de Defesa Antiaérea do Exército (Cmdo DAAe Ex) é o responsável por prover a proteção de estruturas críticas de interesse estratégico e tropas no terreno contra vetores aéreos hostis. Por intermédio do comando e controle de suas unidades subordinadas, este Grande Comando está realizando a defesa antiaérea do aeródromo e da estação de tratamento na região de Itaberaí (GO), entre outros pontos sensíveis dentro de uma situação de conflito armado.

 
Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

A participação da tropa antiaérea começou com os deslocamentos terrestres de meios e pessoal para a concentração estratégica na área de operações. Ao todo, foram percorridos cerca de 4.100 km, somando-se os trajetos realizados pelos efetivos de seis Organizações Militares, oriundos das Guarnições de Brasília (DF), Guarujá (SP), Jundiaí (SP), Osasco (SP) e Sete Lagoas (MG): quais sejam o 4°, 11° e 12° Grupos de Artilharia Antiaérea, Batalhão de Manutenção de Suprimento de Artilharia Antiaérea, Companhia de Comunicações de Defesa Antiaérea e Bateria de Comando do Cmdo DAAe Ex.

Sinergia entre as Forças

A atividade é um exercício de dupla ação. Diversas aeronaves da FAB como o A-29, KC-390, e, pela primeira vez, o F39 Gripen, realizam incursões sobre pontos sensíveis defendidos por Unidades de Tiro, que executam a neutralização das ameaças com o emprego do míssil RBS-70. O Centro de Operações Antiaéreas do Cmdo DAAe Ex, em funcionamento na Base Aérea de Anápolis, coordena a atuação de radares e das tropas desdobradas no terreno para o engajamento dos vetores hostis. Por sua vez, a Marinha participa do adestramento do sistema antiaéreo por intermédio do Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea, além de meios especializados da Armada e do Corpo de Fuzileiros Navais.
 

 
Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

​​​​​​O Comandante de Defesa Antiaérea, General de Brigada Marcus Cesar Oliveira de Assis, ressalta a importância do exercício conjunto em um cenário de operações de guerra, destacando o aspecto da interoperabilidade. “Trabalhar com a FAB e com a Marinha do Brasil tem sido de grande valia, principalmente na coordenação do espaço aéreo. Nessas incursões, além da parte de proteção aeroespacial, a gente participa também nas infiltrações aéreas, lançamento de paraquedistas e reconhecimentos aéreos. Então, tudo isso está sendo colocado como objetivo de adestramento e o ganho realmente é imenso”, enfatizou.
 

Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

Durante o Exercício Escudo-Tínia, o Centro de Avaliações do Exército e o Centro Tecnológico do Exército estão realizando a avaliação operacional do Radar M200 Vigilante. O equipamento tem o potencial de detectar aeronaves a 200 Km de distância, rápida entrada em funcionamento e pode ser transportado em viatura sobre rodas ou em aeronaves como o KC-390.
 

 
Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

​​​​​No âmbito do exercício, também está ocorrendo a inédita integração desse equipamento com o Comando do 12º Grupo de Artilharia Antiaérea. Desse modo, é incrementada a eficiência de detecção do subsistema de controle e alerta da Artilharia Antiaérea nas operações militares.

 
Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)

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Adestramento da tropa aeroterrestre

Outro objetivo do exercício é o aperfeiçoamento das capacidades da tropa paraquedista, no contexto de missões aéreas compostas. Nos primeiros dias da operação, militares do Batalhão de Precursores executaram o Guiamento Aéreo Avançado, enquanto efetivos do Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar (DOMPSA) realizaram o lançamento de cargas. Essas atividades prosseguirão em novas passagens ao longo do adestramento.
 

Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)

No dia 20 de maio, foi realizado o salto livre operacional, com paraquedistas das três Instituições saltando simultaneamente de uma aeronave KC-390: do Batalhão de Precursores, pelo Exército; dos Comandos Anfíbios e do Grupamento de Mergulhadores de Combate, representando a Marinha; e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), pela FAB. Os militares realizaram infiltração aeroterrestre, saltando a 12 mil pés de altitude, em uma preparação para o salto em voo a grande altitude (HAHO, na sigla em inglês), de cerca de 18 mil pés, a ser realizado no dia 22 de maio.

 
Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)

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O coroamento da participação da tropa paraquedista na Escudo-Tínia ocorrerá na próxima semana, entre os dias 25 e 27 de maio, com militares da Força-Tarefa Afonsos (FT Afonsos) realizando o assalto aeroterrestre em Zonas de Lançamento nas cidades de Itaberaí e Goiás, em uma atividade conhecida como “chuva de velame”.

O Comandante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, General de Divisão Ricardo Moussallem, salienta a relevância da alta disponibilidade de aeronaves para a capacitação da tropa aeroterrestre nessa operação. “É uma oportunidade ímpar para nós treinarmos nossos efetivos, com o adestramento de diversas capacidades. Vários meios aéreos foram colocados à disposição, dentro de um contexto tático bastante complexo e que atende muito ao nosso objetivo. Adestramos a infiltração a grande altitude, o lançamento de cargas e vamos lançar uma FT paraquedista que integra nossa Força de Prontidão. A operação agrega muito e nos permite operar com as outras Forças Armadas”, destacou.
 

 
Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)

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Prontidão e operacionalidade

Também no dia 20 de maio, ocorreu a Visita Operacional de comitiva do Ministério da Defesa à área de coordenação da manobra, em Anápolis. Na ocasião, o Vice-Chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Brigadeiro Ramiro Kirsch Pinheiro, falou a respeito da importância da participação das três Forças Singulares na atividade. “O exercício é extremamente importante para estabelecer a interoperabilidade entre o meio aéreo e as estruturas de defesa antiaérea. As três Forças agindo juntas, de uma maneira que permite pensarem da mesma forma e atuarem em conjunto, são uma maneira eficaz e eficiente para o cumprimento de nossas missões”, comentou.

 
Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)

O Exército prossegue no exercício conjunto Escudo-Tínia até 29 de maio, contribuindo para promover a integração entre as tropas, a prontidão estratégica e a defesa eficaz do território nacional. A participação do Exército no adestramento fortalece a capacidade de resposta rápida em crises, otimiza recursos e consolida a doutrina militar conjunta, permitindo que sistemas, equipamentos e procedimentos sejam compatíveis, o que aumenta a eficiência em operações reais.
 

 
Foto: Cap Edvaldo (CCOMSEx)


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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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