Exército começa a desmobilização da Base Operacional de Desintrusão na Terra Indígena Araribóia

Apoio Logístico

CMN

 

Belém (PA) – Após quase três meses de atividades intensivas, foi encerrada nesta última quarta-feira (30) a Operação de Desintrusão da Terra Indígena Araribóia (OD-TIARA), conduzida entre os dias 6 de fevereiro e 30 de abril de 2025. A ação, prevista no Plano Operacional Integrado homologado pela ADPF 709 do Supremo Tribunal Federal (STF), teve como objetivo a retirada de invasores e a repressão a atividades ilegais no interior da TI Araribóia, território tradicionalmente habitado pelos povos indígenas Guajajara e Awá (em isolamento voluntário).

Para viabilizar a operação, o Exército desdobrou duas bases logísticas: uma em Imperatriz (MA), no 50º Batalhão de Infantaria de Selva (50º BIS), e outra no município do Arame (MA), instalada na Escola Municipal Expedito Piloto, cedida pela prefeitura. A estrutura de Arame serviu de base avançada e operacional, sendo coordenada pelo 24º BIS, subordinado à 22ª Brigada de Infantaria de Selva.

Durante os 65 dias de operação no município, foram fornecidas mais de 24 mil refeições, realizados 276 atendimentos médicos, e prestados serviços de manutenção de veículos, abastecimento, alojamento e segurança para os agentes de diferentes órgãos. A atuação interagências contou com representantes da Polícia Federal, PRF, Força Nacional, FUNAI, IBAMA, AGU, ABIN, INCRA, entre outros.

O Comandante Militar do Norte, General de Exército Vendramin, destacou que "as ações de desintrusão são importantes por ajudar a preservar o ambiente e as comunidades indígenas. Nós coparticipamos dessa empreitada com muita dedicação e esforço porque compreendemos a importância dessas ações para a nossa Amazônia e para o Brasil.”

Terra Indígena Araribóia

Com uma área aproximada de 413 mil hectares, a Terra Indígena Araribóia está situada no estado do Maranhão, abrangendo principalmente o município de Amarante do Maranhão, além de Bom Jesus das Selvas, Arame, Buriticupu, Santa Luzia e Grajaú. De acordo com o Censo 2022, a região abriga mais de 10 mil indígenas distribuídos em 223 comunidades.

A operação mobilizou dezenas de órgãos federais sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República, com destaque para o papel do Exército Brasileiro, que forneceu apoio logístico essencial às equipes envolvidas. Entre as principais ações realizadas, estão: inutilização de maquinários ilegais, fiscalização territorial, retirada de gado solto, cumprimento de mandados judiciais e desmonte da infraestrutura de apoio a atividades clandestinas.

Na cerimônia de encerramento, o comandante do 24º BIS, tenente-coronel Duque, destacou a importância do trabalho coordenado e de logística fornecida pelo Exército. “O trabalho foi muito profícuo. Tivemos diversos ganhos quanto ao trabalho operacional. As nossas tropas desdobradas estão fazendo o emprego real, onde o comandante de fração pode ver as necessidades de adestramento da sua tropa. Sem contar a oportunidade de integração com as agências e também de contribuir com um legado social para a comunidade do Arame.”

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Fonte: Comando Militar do Norte, por Ten Anna Cristina

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