Exército Brasileiro realiza “chuva de velames” durante a Operação Escudo-Tínia em Goiás - Notícias
Exército Brasileiro realiza “chuva de velames” durante a Operação Escudo-Tínia em Goiás
Operacionalidade
Foto: Cb Marcos (CCOMSEx)
• O Exército Brasileiro realizou uma operação de assalto aeroterrestre em Itaberaí, envolvendo 80 militares da Força-Tarefa Afonsos.
• O exercício simulou a conquista de localidades com o uso de paraquedistas, destacando a coordenação entre tropas e aeronaves.
• A Operação Escudo-Tínia visa melhorar a colaboração entre os ramos das Forças Armadas.
Por 2º Ten Renata (CCOMSEx)
Itaberaí (GO) – O Exército Brasileiro realizou, na cidade de Itaberaí, nesta terça-feira, 26 de maio, uma operação de assalto aeroterrestre no contexto da Operação Escudo-Tínia. A atividade reuniu 80 militares da Força-Tarefa (FT) Afonsos, estrutura que compõe a Força de Prontidão (FORPRON) do Exército.
Constituída por organizações militares da Brigada de Infantaria Paraquedista, a FT Afonsos participa de um ciclo contínuo de adestramentos individuais e coletivos, voltados à manutenção da capacidade operacional da tropa para emprego imediato em diferentes cenários. O preparo contempla operações em diversos biomas brasileiros, como Cerrado, Pantanal, Amazônia, Caatinga e Pampas, garantindo condições de atuação em qualquer parte do território nacional.
Os militares executaram o exercício com o emprego de quatro aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB). A atividade simulou uma operação de conquista de localidade, com o objetivo de acelerar o cerco ao inimigo por meio de lançamento de tropas paraquedistas. O exercício resultou em 80 aberturas de velames (paraquedas), formando no céu o fenômeno conhecido como "chuva de velame".
O Comandante da Força-Tarefa Afonsos, Tenente-Coronel Manfra, destacou o elevado nível de coordenação exigido no exercício.
“Quando os velames se abrem simultaneamente no ar, para quem observa do solo, o cenário se assemelha a uma verdadeira chuva de velames. Esse tipo de lançamento exige elevado nível de coordenação entre a tropa e as aeronaves, além de preparo técnico constante dos militares para atuação em operações aeroterrestres”.
Após o salto, os paraquedistas executaram procedimentos de segurança, além de controle do equipamento, incluindo a verificação da abertura do velame e a observação do espaço aéreo ao redor, a fim de evitar aproximações perigosas entre os militares durante a descida.
Em seguida, os combatentes realizaram a navegação em direção à Zona de Lançamento (ZL), considerando as condições do vento e os procedimentos operacionais previstos para o salto. Cada militar transportava aproximadamente 50 quilos de equipamentos, entre armamento, mochila operacional, capacete, e itens de proteção individual.
Ao atingir o solo, a prioridade da tropa foi estabelecer rapidamente condições de combate, garantindo segurança da área e a continuidade da missão. Em situação real de emprego, o paraquedas pode ser abandonado no terreno para agilizar a reorganização da Força. Durante o adestramento, contudo, os militares realizaram o recolhimento do material após a reorganização inicial.
A Operação Escudo-Tínia, que teve início em 11 de maio, na cidade de nápolis, em Goiás, é o adestramento conjunto entre as Forças Armadas, contribuindo para o aprimoramento da interoperabilidade e da capacidade de emprego coordenado entre Marinha, Exército e Força Aérea. A atividade também evidencia o permanente estado de prontidão dos militares do Exército Brasileiro, preparados para atuar com rapidez e eficiência em diferentes cenários operacionais e em qualquer região do território nacional.
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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército