Exército Brasileiro participa do maior exercício internacional de defesa cibernética em tempo real - Notícias
Exército Brasileiro participa do maior exercício internacional de defesa cibernética em tempo real
Operacionalidade
Fotos: Cb Marcos (CCOMSEx)
• De 21 a 24 de abril, o Exército Brasileiro participou do Locked Shields, o maior exercício internacional de defesa cibernética do mundo, organizado pelo NATO CCDCOE. Com mais de 4.000 participantes de 42 países, o exercício simula ataques a infraestruturas críticas, exigindo manutenção da funcionalidade em um ambiente complexo.
• Militares brasileiros atuaram na Estônia, integrando uma equipe multinacional, enquanto no Brasil houve adestramento interagências com diversas instituições.
• A participação brasileira reforça o compromisso com a defesa cibernética e a proteção de ativos essenciais, como água, energia e telecomunicações, além de fortalecer a cooperação internacional e consolidar o Brasil na América Latina.
Brasília (DF) –No período de 21 a 24 de abril, o Exército Brasileiro participou de mais uma edição do Locked Shields, considerado o maior exercício internacional de defesa cibernética em tempo real do mundo. A atividade, realizada no Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), é organizada anualmente pelo Centro de Excelência de Defesa Cibernética Cooperativa da OTAN (NATO CCDCOE).
A edição deste ano reuniu mais de 4.000 participantes de 42 países, envolvendo representantes de instituições públicas e privadas. O exercício tem como principal objetivo simular ataques cibernéticos de grande escala contra infraestruturas críticas, exigindo das equipes a manutenção da integridade e da funcionalidade de sistemas informatizados em um ambiente altamente complexo e realista.
Militares brasileiros atuaram diretamente na sede do exercício, na Estônia, integrando uma equipe multinacional ao lado de Portugal, Países Baixos e Dinamarca. Paralelamente, no Brasil, foi conduzido um adestramento interagências no nível estratégico, com a participação de representantes das três Forças Armadas, além de órgãos como o Banco Central, a Polícia Federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica e a Agência Nacional de Telecomunicações.
A atuação brasileira no Locked Shields reforça o compromisso do país com o aprimoramento contínuo de suas capacidades de defesa cibernética. O exercício contribui diretamente para a proteção de ativos essenciais à sociedade, como sistemas de abastecimento de água, energia elétrica, telecomunicações e o sistema financeiro, todos cada vez mais dependentes do ambiente digital.
Além disso, a participação fortalece a cooperação internacional no setor e consolida o Brasil como o principal representante da América Latina no exercício, ampliando a integração com nações parceiras no enfrentamento de ameaças cibernéticas globais.
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Fonte: Comando de Defesa Cibernética