Exército Brasileiro avalia drones da Base Industrial de Defesa para ampliar capacidades da Força Terrestre

Operacionalidade

Publicado em 01/07/2026 19h25 | Atualizado em 02/07/2026 15h49

Drone Lançador de Munição (DLM) (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)

• Entre 22 de junho e 3 de julho de 2026, o Exército Brasileiro vai realizar uma campanha para pré-qualificar sistemas de drones, visando entender melhor suas capacidades antes de possíveis aquisições.

• Esta atividade inclui a avaliação de segurança e desempenho dos drones, como os Drones Lançadores de Munição e o Sistema de Munições Remotamente Pilotadas.

• O processo é dividido em três etapas, que incluem testes de controle e demonstrações com munições reais. O objetivo é modernizar a Força Terrestre e promover parcerias com empresas da Base Industrial de Defesa.

1º Ten Barbiero (CCOMSEx)

Rio de Janeiro (RJ) – Entre os dias 22 de junho e 3 de julho de 2026, o Exército Brasileiro realiza uma campanha de pré-qualificação de sistemas de drones. A atividade, coordenada pela Diretoria de Fabricação e apoiada pelo Centro de Avaliações do Exército, reúne empresas integrantes da Base Industrial de Defesa e tem como objetivo ampliar o conhecimento do Exército Brasileiro sobre a capacidade dos drones disponíveis, para que sejam testados antes de eventuais aquisições pela Força. Durante o processo, são avaliados segurança, capacidade e desempenho dos sistemas.
 

Preparação para teste de Drone Lançador de Munição (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)

A atividade dá continuidade às discussões realizadas durante o Simpósio sobre Emprego Militar de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre (SSNTFT 2026), ocorrido em Brasília (DF), em junho deste ano. Na ocasião, foram realizadas demonstrações, exposições e debates sobre o emprego desses meios.
 

Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre (SSNTFT 2026)

Entre os sistemas testados e avaliados na pré-qualificação, estão os Drones Lançadores de Munição (DLM), capazes de transportar e liberar cargas sobre alvos, e o Sistema de Munições Remotamente Pilotadas (SMRP), que engloba o “Kamikaze” e o “Loitering”, nos quais o próprio drone é empregado contra o alvo e é destruído no momento do impacto.
 

Sistema de Munições Remotamente Pilotadas (SMRP) (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)


Pré-qualificação combina incentivo à Base Industrial de Defesa e avaliações criteriosas

Ao estimular o desenvolvimento, pela Base Industrial de Defesa, de tecnologias voltadas às necessidades operacionais da Força, a demonstração de pré-qualificação evidencia a aproximação entre o Exército Brasileiro e o setor produtivo nacional. Inicialmente, empresas integrantes da BID submeteram 84 sistemas de drones ao processo, os quais passaram por diferentes etapas avaliativas. Ao todo, de 32 sistemas habilitados para a fase de testes práticos, sete foram qualificados até o dia 30 de junho. Esse quantitativo poderá ser atualizado ao término das avaliações, no dia 3 de julho.
 

Avaliador e controlador de drone (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)


O processo de pré-qualificação possui três etapas: na primeira, são testados a segurança, o controle e a estabilidade dos sistemas em voos curtos; na segunda etapa, é avaliada a capacidade de cada drone de executar a sua respectiva funcionalidade, por meio do engajamento de alvos com munições inertes; na terceira fase, é realizada a demonstração do efeito terminal, com o emprego de munições reais para avaliar o desempenho dos sistemas.
 

Teste de Drone Lançador de Munição (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)

 

Teste concluído com Sistema de Munições
Remotamente Pilotadas (SMRP) (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)


O rigor do processo seletivo demonstra que, para o Exército Brasileiro, a capacidade de cumprir determinada função é apenas um dos critérios considerados. Antes de eventuais aquisições, os drones precisam demonstrar condições de emprego controlado e seguro, em qualquer situação de emprego.

No dia 30 de junho, foram realizados testes relativos à terceira etapa. Por questões de segurança, a demonstração foi realizada a uma distância de cerca de 1.500 metros da base de concentração das equipes e transmitida ao vivo por imagens. Na etapa, foi registrada a interrupção do enlace de comunicação e controle de um dos sistemas nas proximidades do alvo. Essa constatação integra o processo técnico de pré-qualificação, servindo para identificar limitações e aperfeiçoar parâmetros.
 

Transmissão ao vivo do teste com alvo a ser engajado (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)

 

General Vasconcellos - Chefe da Diretoria de Fabricação (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)


Na ocasião, esteve presente o General de Brigada Vasconcellos, chefe da Diretoria de Fabricação (DF). O General destacou a importância da demonstração de pré-qualificação para a modernização da Força Terrestre: “Temos que estar sempre preparados e, nesse preparo, temos que identificar quais são as evoluções da arte da guerra. (...) É por isso que o Exército está mantendo a vanguarda em ciência e tecnologia, precisamos avançar nessa temática”.

CAEx apoia pré-qualificação com estrutura segura e especializada

O Centro de Avaliações do Exército, localizado na Restinga da Marambaia desde 1944, destina-se a apoiar o Exército Brasileiro, a Base Industrial de Defesa e outras Forças Armadas em testes e avaliações de materiais de emprego militar. Ao disponibilizar a estrutura necessária para a realização da pré-qualificação, o Centro possibilita que os drones sejam testados em condições controladas, seguras e representativas de emprego.
 

Preparação para testes na área do Centro de Avaliações do Exército (Foto: Capitão Edvaldo -
CCOMSEx)

​​​​​O Chefe do Centro de Avaliações do Exército, General de Brigada Zago, destacou a importância do apoio prestado: “essa atividade de hoje, por englobar produtos que não têm uma maturidade tecnológica elevada, precisa de uma área protegida, que não ofereça riscos à população ao entorno”.

Da discussão doutrinária à avaliação técnica dos sistemas

A pré-qualificação dá continuidade às discussões realizadas no SSNTFT 2026 e transforma o debate sobre o emprego militar de drones em avaliações técnicas dos sistemas disponíveis. A iniciativa contribui para o desenvolvimento das capacidades previstas no Projeto Força 40, que busca preparar uma Força Terrestre cada vez mais moderna, integrada, adaptável e apta a responder às transformações tecnológicas, geopolíticas e operacionais do futuro.
 

Controlador de drone (Foto: Capitão
Edvaldo - CCOMSEx)

 

Teste com Drone Lançador de Munição (Foto: Capitão
Edvaldo - CCOMSEx)


A partir dos resultados obtidos no processo de pré-qualificação, a intenção do Exército é firmar parcerias com empresas da Base Industrial de Defesa cujas soluções sejam qualificadas, com o objetivo de aperfeiçoá-las, submetê-las a novos testes e, após aprovação, eventualmente adquiri-las.
 

Avaliador e controlador de drone (Foto: Capitão Edvaldo - CCOMSEx)

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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