Exército apoia iniciativa para levar cidadania a comunidades carentes - Notícias
Exército apoia iniciativa para levar cidadania a comunidades carentes
Projeto Rondon
ST Edmilson
Petrolina (PE) – O Exército Brasileiro é parte fundamental de uma ação que combina interiorização da cidadania e vivência para futuros profissionais: o Projeto Rondon. A iniciativa mobiliza universitários de todo o Brasil para levar conhecimento às suas comunidades mais carentes. Coordenado pelo Ministério da Defesa, o projeto conta com participação de vários outros ministérios, governos estaduais e municipais, instituições de ensino superior e com as Forças Armadas. O Exército tem contribuído decisivamente para o Projeto Rondon, com o apoio de logística e segurança.
A última etapa do Projeto foi a Operação Velho Chico, que levou 250 professores e universitários de 24 universidades a 12 municípios do interior pernambucano. A base de apoio foi o 72° Batalhão de Infantaria de Caatinga, localizado em Petrolina. Além do transporte dos participantes, da logística e da segurança dos comboios, o Batalhão contribuiu com 24 militares que ficaram junto às equipes nas comunidades selecionadas. No Projeto Rondon, essa função de apoio é conhecida como “anjo”.
“Apoiamos os rondonistas na segurança das oficinas, no retorno para seus alojamentos, na alimentação, em tudo o que precisam”, detalhou o Sargento Cunha, que atuou como anjo na cidade de Cedro (PE), junto ao Sargento M. Rodrigues. O comandante do Batalhão, Tenente-Coronel Paiva, também destacou o apoio dos militares. “Os ‘anjos’ tiveram o papel de ficar em contato com os professores e estudantes. E por serem da região, esses militares sertanejos são integrados com as comunidades”, explicou.
Professor do Centro Universitário Univel, de Cascavel (PR), Osvaldo Mesquita Júnior destacou o papel do Exército no Projeto. “A gente só tem a agradecer ao Exército Brasileiro por todo o suporte. Na logística e na segurança, a preocupação foi muito grande. O Exército vem exercendo sua função de braço forte e mão amiga, e isso é muito importante para nós, civis”. O estudante de medicina Leonardo Bruno, da UNICISAL (AL), conviveu com os anjos ao longo de todo o projeto e também aprovou a dedicação dos militares. “O contato que tivemos com os militares foi essencial; no zelo, no cuidado, na preocupação com o andamento das nossas atividades. Eles foram grandes parceiros nossos”.
De acordo com o Diretor do Departamento de Projetos Sociais do Ministério da Defesa, General veterano William Abraão, não seria possível conduzir o Projeto sem o apoio das Forças Armadas. “Para concentrarmos mais de 250 estudantes e professores dessa etapa do Projeto, precisamos de uma organização militar para ambientá-los, prepará-los e deslocá-los para os municípios onde a atividade será realizada. O apoio da organização militar ou da guarnição onde concentramos os rondonistas é fundamental. Isso integra o segmento civil com o segmento militar e permite que esses estudantes também conheçam mais do trabalho das Forças Armadas”.
Secretário-Geral do Ministério da Defesa, Luís Henrique Pochyly Costa destacou que todos ganham com o Projeto. “O estudante universitário sai melhor do que chegou e as comunidades aprendem, recebendo informações que podem ser difundidas e adotadas”, disse.
Projeto Rondon em Porto Velho
No início deste mês, também iniciou o Projeto Rondon em Rondônia, com apoio logístico da 17ª Brigada de Infantaria de Selva e do 5° Batalhão de Engenharia de Construção. Ao todo, 252 participantes de nove estados do Brasil estarão engajados em ações do Projeto, que desenvolverá atividades em áreas como Cultura, Direitos Humanos, Justiça, Educação, Saúde, Comunicação, Tecnologia, Produção, Meio Ambiente e Trabalho.
As ações começaram no sábado, 13 de julho, com o deslocamento das equipes para os municípios rondonienses de Alto Paraíso, Cacaulândia, Cujubim, Espigão d’Oeste, Governador Jorge Teixeira, Machadinho do Oeste, Ministro Andreazza, Mirante da Serra, Nova União, Rio Crespo, Theobroma e Vale do Anari.
O que é o Projeto Rondon
Após o lançamento de um edital pelo Ministério da Defesa, as instituições de ensino superior envolvidas selecionam uma equipe formada por dois professores e oito estudantes universitários. Uma vez integrados à iniciativa, os participantes são chamados de “rondonistas” e passam a ofertar pequenas capacitações a diferentes públicos da comunidade selecionada a recebê-los. Os assuntos são relacionados a dificuldades e demandas específicas do próprio local, levantadas em etapas anteriores.
Segundo a professora Ana Maria Alves, coordenadora da equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) atuante em Cedro (PE), a experiência beneficia a comunidade e ainda contribui para a experiência dos jovens universitários. “Esse Projeto realmente é uma lição de vida e de cidadania. É uma sala de aula de vários milhões de quilômetros quadrados. Esse compartilhamento de conhecimento, que é ótimo para a comunidade, é muito rico também para o nosso aluno. Sem falar na experiência de sairmos do Sul do país para entender melhor o Brasil.”
À frente de uma oficina sobre uso de tecnologias em sala de aula, o rondonista Leonardo Bruno, da Unicisal, foi um dos estudantes entusiasmados com a chance de trabalhar com a população. “Tenho certeza de que essa é a melhor experiência que a universidade pode me proporcionar. Tudo o que aprendi e desenvolvi em sala de aula, pude aplicar na prática aqui. Não há forma melhor de capacitar alguém para ser um bom profissional do que esse contato dinâmico com a sociedade”.
A população também reconheceu os benefícios do Projeto. A merendeira Maurilene Bezerra, aluna de uma oficina de reaproveitamento de alimentos oferecida pelos rondonistas da UNICISAL, aprovou a capacitação. “Com esse curso vamos e evitar o desperdício, acho muito importante o que estão trazendo de conhecimento.”
Rondon
O Projeto Rondon leva o nome do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, um dos grandes nomes do Exército Brasileiro. Em vida, Rondon foi responsável pela ligação dos mais afastados pontos da fronteira e do sertão brasileiro aos principais centros urbanos e pela integração do indígena à civilização, pacificando tribos e estudando os usos e os costumes dos habitantes. O Marechal Rondon é o Patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, sendo sua data de nascimento tomada como o Dia Nacional das Comunicações.
Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército