Exército atualiza o Programa Estratégico ASTROS – FOGOS - Notícias
Exército atualiza o Programa Estratégico ASTROS – FOGOS
Operacionalidade
ASTROS
Fotos: Escritório de Projetos do Exército
• O Exército Brasileiro reestruturou seu Portfólio de Programas Estratégicos, atualizando o Programa ASTROS para ASTROS – FOGOS. Essa mudança une três subprogramas: Artilharia de Campanha de Tubo, Mísseis e Foguetes, e Defesa Antiaérea, visando otimizar recursos e aumentar o poder de combate.
• O Programa inclui inovações como o Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha, modernização de viaturas obuseiras, e desenvolvimento de mísseis táticos.
• A iniciativa também se concentra na modernização da Defesa Antiaérea e no fortalecimento da Base Industrial de Defesa.
Brasília (DF) – O Exército Brasileiro (EB) reestruturou seu Portfólio de Programas Estratégicos por meio da Portaria nº 1.703, do Estado-Maior do Exército, publicada em 4 de março de 2026. Uma das diretrizes publicadas determina a atualização do Programa ASTROS, que passa a se denominar ASTROS – FOGOS. A nova estrutura unifica três iniciativas centrais: Artilharia de Campanha de Tubo; Mísseis e Foguetes; e Defesa Antiaérea, que passam a constituir subprogramas.
Tal medida evidencia as iniciativas da Força voltadas à otimização das estruturas e do emprego de recursos públicos, à convergência entre planejamento, execução e controle. Busca, ainda, o aperfeiçoamento da governança e gestão, com o objetivo maior de ampliar o poder de combate da Força Terrestre.
O Programa ASTROS – FOGOS é um dos programas gerenciados pelo Escritório de Projetos do Exército (EPEx), Organização Militar subordinada ao Estado-Maior do Exército (EME). O Chefe do EPEx, General de Divisão Everton Pacheco da Silva, ressalta que o aspecto motivador da reestruturação do Portfólio Estratégico foi o processo de transformação do Exército, conduzido a partir de consultas aos órgãos responsáveis por conduzir cada programa. “No caso do ASTROS-FOGOS, já era um anseio antigo do Exército reunir todos os subprogramas relacionados à Artilharia em uma única iniciativa. A oportunidade surgiu a partir dessa transformação e, também, da Lei Complementar 221, que proporcionou os recursos orçamentários voltados para esse intuito”, destacou.
Subprograma Artilharia de Campanha (SPrg Art Cmp)
Entre outros projetos integrantes de modernização de materiais do Subprograma, destaca-se o Projeto Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha (SISDAC), que integra sensores, comunicações, navegação e direção de tiro em um ambiente unificado, reduzindo o tempo entre a identificação do alvo e a execução do disparo.
Desenvolvido com participação da Base Industrial de Defesa nacional, o Sistema automatiza cálculos balísticos, coordena missões de tiro e permite o compartilhamento de dados em tempo quase real entre observadores, centros de comando e unidades de tiro, substituindo processos manuais por fluxos integrados de informação, o que amplia a precisão, a interoperabilidade e a capacidade de resposta das tropas.
Outro ponto de destaque da modernização da Artilharia de Campanha envolve as viaturas blindadas de combate obuseiros autopropulsados M 109. A versão A5+ BR foi completamente modernizada, com sistema de pontaria automático, rádio digital e integração com o sistema de controle de fogo Gênesis, desenvolvido pela IMBEL. Já as versões A3 e A5 passaram por processo de revitalização, incluindo integração com o SISDAC. Os obuseiros M109 foram dotados de canhões de 155 mm, com alcance de tiro em alvos localizados a distâncias superiores a 30 km.
Subprograma Artilharia de Campanha de Mísseis e Foguetes (SPrg Art Cmp Msl e Fgt)
No segmento da Artilharia de Campanha de Mísseis e Foguetes, o foco permanece na obtenção de uma capacidade de apoio de fogo estratégico de longo alcance e elevada precisão, incluindo o emprego da família de foguetes ASTROS e de mísseis táticos de cruzeiro. Além disso, essa vertente contempla projetos integrantes de pesquisa e desenvolvimento, aquisição e modernização de viaturas e implantação de estruturas necessárias ao fortalecimento da capacidade dissuasória da Força Terrestre.
O Sistema ASTROS permite o lançamento de diferentes calibres de foguetes e mísseis a partir da mesma plataforma, com munições que saturam áreas entre 9 e 150 km de distância. Encontra-se em fase de desenvolvimento o míssil tático de cruzeiro, com alcance de 300 km. Com autonomia de 600 km, as viaturas do Sistema ASTROS possuem cabines blindadas contra estilhaços e disparos de armas leves.
Uma bateria ASTROS é composta por diversas viaturas, além da lançadora, como a remuniciadora, veículo de direção e controle de tiro, unidade meteorológica e unidade de comando e controle. Com tecnologia nacional, o Sistema constitui-se em importante elemento de dissuasão estratégica, sendo o maior poder de fogo do Exército Brasileiro.
Subprograma Sistema de Artilharia Antiaérea (SPrg DAAe)
No tocante à Defesa Antiaérea, a iniciativa está orientada para a modernização dos materiais já existentes e para a obtenção de novas capacidades de defesa antiaérea de baixa, média e grande alturas, com a modernização das organizações militares da Força Terrestre. Também se destaca a valorização da Base Industrial de Defesa, com ênfase na incorporação de tecnologias críticas e na ampliação da autonomia nacional nesse setor.
Em síntese, a atualização do Programa ASTROS-FOGOS consolida, em um único eixo estratégico, as principais iniciativas relacionadas à Artilharia do Exército Brasileiro, fortalecendo a integração entre capacidades, a otimização da gestão e o alinhamento às diretrizes estabelecidas pelo Alto-Comando do Exército.
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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército