Exercício de Campanha Membeca realiza fase de Simulação Viva na área do Comando Militar do Leste

Operacionalidade

Publicado em 14/08/2026 16h11 | Atualizado em 14/08/2026 16h27

Fotos: 1º SGT Peres (CCOMSEx)

•  Entre 10 e 12 de agosto, o Comando Militar do Leste realizou a simulação viva do Exercício de Campanha Membeca no Rio de Janeiro. Participaram cerca de 3.500 militares e 200 viaturas. O exercício incluiu ações como a transposição de cursos d'água, neutralização de alvos aéreos e ataque mecanizado.

• A Brigada de Infantaria Pára-Quedista também participou, realizando manobras aéreas e terrestres.

• A atividade testou a prontidão logística e operacional, confirmando a capacidade de desdobramento em até 24 horas.

Por Maj Cerqueira (CCOMSEx)

Rio de Janeiro (RJ) – Entre os dias 10 e 12 de agosto, organizações militares do Comando Militar do Leste (CML) realizaram a fase de simulação viva do Exercício de Campanha Membeca, no Rio de Janeiro. Esse tipo de simulação emprega combatentes e material militar no terreno, com utilização de dispositivos de simulação de engajamento tático. A atividade fechou o ciclo de adestramento planejado desde 2025, no Campo de Instrução de Gericinó (CIG).

Em etapas anteriores, foram executadas as simulações construtiva e virtual: na primeira, comandantes e estados-maiores tomam decisões reais controlando tropas e meios simulados para treinar o planejamento tático; enquanto, na segunda, os militares operam equipamentos simulados em ambiente digital para aprimorar técnicas e reduzir riscos e custos.

A atividade reuniu cerca de 3.500 militares e 200 viaturas, incluindo blindados e obuseiros, com o objetivo de avaliar procedimentos operacionais e logísticos, além da integração de frações em contexto de emprego convencional.​​​​​

A simulação viva teve início com a transposição de um curso d’água pela Engenharia, utilizando passadeiras de alumínio e botes. Durante a noite, foi verificada a utilização dos sistemas de comando e controle, blindados, dispositivos antidrones e a estrutura do Hospital de Campanha.

No segundo dia, as atividades focaram na neutralização de alvos aéreos com mísseis RBS-70, em simulações de ajuda humanitária e em disparos coordenados de obuseiros 105mm, como parte da Operação Sentinela Alerta. O período noturno foi marcado pelo deslocamento ferroviário e ataque promovidos pela 11ª Brigada de Infantaria de Montanha.

O terceiro dia encerrou o exercício com simulações de ataque mecanizado e aeromóvel, além de ações de segurança de flanco, sob coordenação da 9ª Brigada de Infantaria Mecanizada/Grupamento de Unidades Escola. A Aviação do Exército atuou como Força Oponente, testando a prontidão e a integração das forças no terreno.​​​

Complexidade da operação

O Comandante Militar do Leste, General de Exército Pedro Celso Coelho Montenegro, destacou a importância do exercício, a ação de comando em todos os níveis e as capacidades da 1ª Divisão de Exército sendo empregadas em sua plenitude no terreno. “Trata-se de uma operação extremamente complexa, que exige a integração de todas as funções de combate e o emprego de meios modernos como drones”, ressaltou.

Emprego da Tropa Aeroterrestre

No contexto da Operação Membeca, a Brigada de Infantaria Pára-Quedista realizou a Operação Saci. A ação começou com a infiltração de precursores por salto livre, modal motorizado, ferroviário e a pé para operar a zona de lançamento de Itaguaí (RJ) e controlar o aeródromo local.

Na sequência, tropas especializadas executaram diferentes etapas da manobra em Seropédica:

•    Força-Tarefa Velame (27º Batalhão de Infantaria Pára-Quedista): realizou pouso de assalto em aeronaves C-105 e KC-390 da FAB, salto semiautomático e cerco na região de olaria desativada;

•    Força-Tarefa Santos Dumont (26º Batalhão de Infantaria Pára-Quedista): conduziu um assalto aeroterrestre noturno para estabelecer uma cabeça de ponte na região;

•    Força-Tarefa Afonsos (25º Batalhão de Infantaria Pára-Quedista): executou assalto aeroterrestre diurno com progressão em Chaperó e cerco na área da Olaria.

A atividade validou a capacidade logística e operacional da Brigada, integrante do Sistema de Prontidão do Exército Brasileiro, apto para desdobramento em até 24 horas após ser acionado.​​​​​

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

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