Atuação do Exército na Operação Catrimani II completa dois anos de presença estratégica e proteção na terra indígena Yanomami

Operacionalidade

Publicado em 14/04/2026 09h17 | Atualizado em 14/04/2026 09h17

Comando Operacional Conjunto Catrimani II

• O Comando Operacional Conjunto Catrimani II, com o Exército Brasileiro, atua há dois anos na terra indígena Yanomami. Desde sua ativação em 1º de abril de 2024, houve uma queda de 98,77% nas áreas de garimpo ilegal.

• A operação continuou intensa, resultando em 80 pistas de pouso fechadas, 344 prisões e 836 acampamentos destruídos. Além do combate ao crime, o suporte logístico melhora a saúde indígena, reduzindo a mortalidade em 21%.

• A autonomia alimentar também foi recuperada com o retorno de práticas culturais. A eficácia da operação vem da integração entre instituições e do respeito pelos direitos indígenas.

Boa Vista (RR) – Com presença do Exército Brasileiro, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II completa dois anos de atuação contínua na terra indígena Yanomami. Ativada em 1º de abril de 2024, com a instituição da Portaria GM-MD nº 1.511/2024, a operação revela um cenário positivo: a estrutura do garimpo ilegal, antes dominante, enfrenta seu maior recuo histórico sob a ação das Forças Armadas, Órgãos de Segurança Pública e Agências, em coordenação com a Casa de Governo no estado de Roraima.
 

Patrulha fluvial

Dados consolidados pelo Governo Federal indicam queda de 98,77% nas áreas de garimpo ilegal ativo na terra indígena. No auge da crise, em 2024, a atividade ocupava cerca de 4.570 hectares; em dezembro de 2025, esse número caiu para 56 hectares.
 

Garimpo ilegal

Ainda assim, a operação não diminuiu a sua intensidade. Até março de 2026, de acordo com a Casa de Governo, patrulhas fluviais e incursões aéreas desmantelaram inúmeros pontos logísticos cruciais. Foram interditadas 80 pistas de pouso clandestinas, com o uso de Engenharia Militar e explosivos, cortando o fluxo de suprimentos para atividades ilícitas. A operação registrou 344 prisões, 191 armamentos apreendidos ou inutilizados, 2.105 motores inutilizados e 836 acampamentos destruídos.
 

Interdição de pista

Além da repressão: a logística da vida

O Comando Catrimani II não atua apenas na linha de frente do combate ao crime. O suporte logístico oferecido por aeronaves e embarcações mantém o atendimento de saúde indígena funcionando.
 

                Evacuação aeromédica
                              Ação cívico-social

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2024, ainda segundo dados oficiais, a taxa de mortalidade indígena na região caiu 21% em relação ao ano anterior. Doenças como a malária e a desnutrição registraram reduções de 42% e 20%, respectivamente – resultado do transporte aéreo constante de médicos e medicamentos e da instalação de sistemas de energia fotovoltaica em comunidades remotas.
 

Energia fotovoltaica

A presença do Estado também contribui com a manutenção das atividades ancestrais dos yanomamis. Com a desintrusão de grandes polos de garimpo, lideranças indígenas e órgãos como a Funai relatam que as comunidades voltaram a plantar roças de mandioca e de banana, recuperando autonomia alimentar e práticas culturais que haviam sido cerceadas pela violência dos invasores.

Um modelo de interoperabilidade

Os resultados positivos da Catrimani II são atribuídos à capacidade de integração entre instituições. A operação articula inteligência, poder fiscalizatório e suporte logístico das Forças Armadas, além de órgãos de segurança Pública e Agências, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima.

O Subcomandante Operacional Conjunto da Operação Catrimani II, General de Brigada Klauber Rogerio Candian, destacou que características próprias das Forças Armadas, como a mobilidade estratégica e tática, a logística em ambiente de selva, a capacidade de comando e controle, a permanência em áreas isoladas e o efeito dissuasório, são condições essenciais para viabilizar a atuação da Casa de Governo.
 

Operações em áreas isoladas


O General Candian destacou, ainda, o profissionalismo e a observância rigorosa às normas legais, aos direitos humanos e às especificidades culturais das populações indígenas, fator, segundo ele, indispensável para a legitimidade da missão.

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Fonte: Comando Operacional Conjunto Catrimani II

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