Operação Ágata Fronteira Oeste II completa seis meses na faixa de fronteira

Combate ao crime organizado

Publicado em 10/05/2024 08h35 | Atualizada em 10/05/2024 08h39

CMO

Campo Grande (MS) – O Comando Operacional Oeste realizou na manhã desta terça-feira (07), no Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Oeste (CCOp/CMO), em Campo Grande, uma reunião de coordenação com os órgãos de segurança pública e fiscalização federais e estaduais depois de seis meses do início da Operação Ágata Fronteira Oeste II. A finalidade da atividade foi a apresentação dos resultados parciais alcançados e a transição para uma nova fase da operação, já que o Decreto nº 12.013, de 3 de maio de 2024, alterou o que estava em vigor, estendendo a operação até 4 de junho de 2024.

O Exército Brasileiro possui poder de polícia na faixa de fronteira (150km), conforme previsão legal, e a fronteira entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia tem sido historicamente uma área de intensa atividade ilícita. Com grande mobilização, empregando até 2000 militares, e permanente estado de prontidão, aliado às informações obtidas pelo Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) e às ações estratégicas e diplomáticas entre os países, está sendo possível a entrega para a sociedade de resultados expressivos.

Todas as ações demonstram o impacto significativo contra o crime organizado nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Até o momento, o prejuízo financeiro imposto aos criminosos ultrapassa a marca de R$ 375 milhões. Diversas apreensões foram realizadas, destacando: 247 veículos, aeronaves e embarcações; 65.013 quilos de drogas ilícitas; 30 armamentos apreendidos; e 761.214 produtos em contrabando e descaminho. Além disso, a operação espelhada Basalto I e II, realizada pelo exército e forças de segurança do Paraguai, resultou, segundo informações do exército paraguaio, na destruição de 367 hectares de plantação de maconha (aproximadamente 1.131 toneladas) e apreensão de 412 toneladas de maconha, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 3 bilhões para o crime organizado.

A Operação promove a integração institucional do Exército Brasileiro, Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agência Brasileira de Inteligência, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Secretarias de Segurança Pública, Polícias Civis, Polícias Militares e Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas dos três estados envolvidos. Sob a coordenação do Comando Operacional Oeste, as tropas intensificam ações de bloqueio em estradas e rios, patrulhamento mecanizado e motorizado, e estabelecimento de postos de segurança estáticos.

Atingindo seis meses de duração, a Operação Ágata Fronteira Oeste II apresenta uma notável melhoria na segurança e estabilidade da região, demonstrando o compromisso do Brasil em proteger suas fronteiras e garantir a segurança de sua população, através de uma combinação eficaz de tecnologia, forças de segurança e esforços diplomáticos.

A Operação Ágata Fronteira Oeste II se dá em prol da sociedade. O serviço de disque-denúncia, disponível através do telefone 0800 358 0007, permite que a população contribua de forma anônima e gratuita, fornecendo informações que auxiliam no combate ao crime organizado.

Fonte: Comando Militar do Oeste

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