Evento Internacional de Equitação é realizado em Brasília e reúne importantes nomes do esporte

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Publicado em: 25 out 2018
Crédito: Sgt Djalma

Brasília (DF) – De 25 a 27 de outubro, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, em Brasília, promove o Concurso Completo Internacional (CCI) Dragões da Independência. São 80 conjuntos participantes, cavaleiros e cavalos, em 3 dias seguidos de provas. A precisão no Adestramento, a velocidade no Cross-country e a altura nos Saltos compõem o Concurso Completo de Equitação (CCE) – esporte Olímpico que seria uma espécie de triatlo equestre. O evento é gratuito e aberto ao público.

O CCI Dragões da Independência é aberto para cavaleiros de todas as idades, desde iniciantes até atletas que participaram de Olimpíadas. O objetivo do torneio é fortalecer a equitação no Brasil. Este ano, o evento conta com a participação de atletas como Serguei Forfanoff, o cavaleiro que mais representou o Brasil internacionalmente, e o Capitão Vinicius Albano, que recentemente conquistou uma vaga para os Jogos Pan-americanos 2019.

A competição atende às normas exigidas pela Fédération Equestre Internationale (FEI), a entidade que regula o esporte no mundo. No CCI Dragões da Independência serão disputadas cinco categorias, que se diferenciam basicamente pela distância da prova e altura de obstáculos. São elas: 2 estrelas, 1 estrela, nível 1 (com uma séria aberta e outra para cavalos novos 5 anos), categoria 0,90m (série aberta, cavalos novos 4 anos e cadetes/alunos) e 0,70m (série aberta).

O esporte avalia a capacidade do conjunto de competir em três diferentes disciplinas distintas entre si e num curto espaço de tempo. O que exige preparo técnico e físico. O Adestramento é a primeira prova a ser cumprida. O conjunto precisa efetuar determinados movimentos (figuras) de diferentes graus de dificuldade mostrando entrosamento e equilíbrio.

No segundo dia, acontece o Cross-country, onde o conjunto percorre um percurso externo, com obstáculos inspirados no campo, mas sempre com um alto grau de dificuldade. A terceira e última prova é o Salto. O conjunto precisa transpor obstáculos móveis de diferentes alturas mostrando controle e precisão. O objetivo da prova é mostrar que depois da exigente prova de Cross-country o animal continua com energia, resistência e obediente ao comando do cavaleiro.

 

Histórico

O CCE foi introduzido no país em 1922 pelo Exército Brasileiro com o objetivo de preparar cavalos para a guerra. Por décadas foi praticado apenas por militares, responsáveis por representar o Brasil em torneios no Continente Sul-americano e nas Olimpíadas de 1948, em Londres, Inglaterra.

A partir da década de 80, a modalidade passou a ser praticada por civis, especialmente cavaleiros oriundos do Hipismo Rural. A Confederação Brasileira de Hipismo e entidades militares como a Escola de Equitação do Exército, a Academia Militar das Agulhas Negras e Regimentos da Cavalaria passaram a promover competições conjuntas, investiram em cursos, clínicas e a vinda de técnicos internacionais, o que resultou na formação de uma nova geração de atletas, mesclada por civis e militares. Nos anos 90, o intercâmbio internacional ganhou fôlego e os resultados dos atletas elevaram o Brasil a maior potência do esporte na América do Sul e entre os melhores do mundo.

O Brasil já marcou presença em seis Olimpíadas – 1948, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008 – e nas cinco edições dos Jogos Equestres Mundiais – 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006. Com participação de civis o Brasil estreou nos Jogos Pan-americanos de 1995 e desde então a equipe brasileira subiu no pódio em todas as edições: Ouro em Mar del Plata, Argentina (1995), Prata em Winnipeg, Canadá (1999) e Bronze nos Jogos de Fair Hill, Estados Unidos (2003) – onde foram realizadas as provas do Pan de Santo Domingo – e no Pan do Rio (2007). Nos Campeonatos Sul-americanos o Brasil soma várias conquistas, sendo o país que mais títulos conquistou na competição.



Fonte:1º RCG