Seminário discute legado dos Jogos Olímpicos para o Exército Brasileiro

 

Rio de Janeiro (RJ) – O II Seminário sobre o Legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para o Exército Brasileiro, realizado no Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), apresentou, dentre outros assuntos, a situação atual para a incorporação do legado e as atividades dos grupos e subgrupos de trabalho. Militares de diferentes áreas apresentaram as condições de gerenciamento para melhor aproveitar as instalações que, em breve, serão entregues definitivamente ao Exército Brasileiro.

 

 

Os principais itens de discussão foram o custeio para manutenção das áreas, que supera a dimensão de um milhão de metros quadros; e a segurança das arenas: Ginásio Poliesportivo Coronel Wenceslau Malta, Arena de Rúgbi, Centro de Hóquei sobre Grama Sargento João Carlos de Oliveira, Centro Militar de Tiro Esportivo Tenente-Coronel Guilherme Paraense, Parque Equestre General Eloy Menezes e Centro Aquático de Pentatlo Moderno Coronel Éric Tinoco Marques.

 

O Plano de Gestão de Legado propõe que as arenas olímpicas sejam sustentáveis e rentáveis por meio de uso compartilhado. Para isso, é previsto a realização de um acordo de cooperação com o Ministério dos Esportes, a fim de que tais espaços sejam utilizados em prol do desenvolvimento do esporte de alto rendimento. O texto final do acordo já está aprovado pelo Exército e pelo Ministério dos Esportes e aguarda a aprovação da Advocacia Geral da União para que seja assinado.

 

Em 2016, os recursos repassados à Força para manutenção dessas áreas foi de 45 milhões de reais, o que é equivalente ao custo das instalações com água, energia elétrica, vigilância patrimonial, limpeza e conservação e manutenção predial.

 

Com relação à segurança, discutiu-se a necessidade de reforço na vigilância das arenas, sobretudo de equipamentos esportivos que compõem tais espaços. Algumas medidas propostas foram a utilização de cercas de arame galvanizado, concertinas, cercas elétricas, muros de tijolos, postes com refletor, postes de iluminação pública, câmeras fixas e guaritas. No entanto, o custo para a adoção de tais medidas de segurança é de aproximadamente 1,6 milhão de reais.

 

Além desses temas, também foram apresentadas as ações realizadas e a realizar pelo Subgrupo de Trabalho Capacitação e Desporto, Subgrupo de Patrimônio Imobiliário, considerações jurídicas sobre o legado, considerações logísticas (bens móveis esportivos e não esportivos), acompanhamento técnico de Engenharia e considerações sobre o legado tecnológico na Vila Militar.

 

Participaram do evento o General de Divisão Luiz Felipe Linhares Gomes, do Ministério da Defesa; o General de Divisão Décio dos Santos Brasil, Vice-Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército; o General de Brigada Jorge Antonio Smicelato, chefe do CCFEx; além de outros militares do Estado-Maior do Exército, do órgão de direção operacional, dos órgãos de direção setorial e dos órgãos de assessoramento direto e imediato, além das respectivas organizações militares diretamente subordinadas designadas.

 

Fotos: CB Diecson

Fonte:CCFEx
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