Programa de Valorização da Vida no Arsenal de Guerra de São Paulo

 

Barueri (SP) – Foi ministrada, no Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), no dia 26 de setembro, a palestra referente ao Programa de Valorização da Vida, que abordou questões relacionadas ao suicídio e como preveni-lo.

 

 

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 32 brasileiros morrem diariamente, vítimas de suicídio, sendo que 90% deles poderiam ser evitados. No Brasil, a campanha “Setembro Amarelo” é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria. Essa Campanha tem por objetivo chamar a atenção para essa realidade, que está cada vez mais próxima em nosso cotidiano.

 

Segundo Augusto Cury, médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor, “Quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida”. Então, para prevenir de maneira efetiva as tentativas de suicídio, é importante que a sociedade tenha conhecimento sobre a temática.

 

Durante a palestra, foram abordados alguns mitos, apresentados pela Organização Mundial de Saúde, sobre o suicídio, de forma a podermos refletir melhor e estarmos atentos às situações que acontecem ao nosso redor:

 

Mito1: as pessoas que falam sobre o suicídio não farão mal a si próprias, pois querem apenas chamar a atenção. FALSO! Todas as ameaças de se fazer mal devem ser levadas muito a sério.

 

Mito 2: o suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso. FALSO! Morrer pelas suas próprias mãos pode parecer ter sido impulsivo, mas o suicídio pode ter sido ponderado durante algum tempo. Muitos indivíduos suicidas comunicam algum tipo de mensagem verbal ou comportamental sobre as suas ideações da intenção de se fazerem mal.

 

Mito 3: os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se. FALSO. A maioria das pessoas que se sentem suicidas partilham os seus pensamentos com pelo menos uma outra pessoa, ou ligam para uma linha telefónica de emergência ou para um médico, o que constitui prova de ambivalência, e não de empenhamento em se matar.

 

Mito 4: quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. FALSO! Na verdade, um dos períodos mais perigosos é imediatamente depois da crise, ou quando a pessoa está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada e em perigo de se fazer mal. A pessoa suicida muitas vezes continua em risco.

 

Mito 5: os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre alguma perturbação mental. FALSO! Os comportamentos suicidas têm sido associados à depressão, ao abuso de substâncias, à esquizofrenia e a outras perturbações mentais, assim como a comportamentos destrutivos e agressivos. No entanto, essa associação não deve ser sobrestimada. A proporção relativa dessas perturbações varia de lugar para lugar e há casos em que nenhuma perturbação mental foi detectada.

 

Mito 6: se um conselheiro falar com um cliente sobre suicídio, o conselheiro está dando a ideia de suicídio à pessoa. FALSO! Um conselheiro obviamente não causa comportamento suicida simplesmente por perguntar aos clientes se estão considerando fazer-se mal. Na verdade, reconhecer que o estado emocional do indivíduo é real, e tentar normalizar a situação induzida pelo stress são componentes necessários para a redução da ideação suicida.

 

Mito 7: o suicídio só acontece “àqueles outros tipos de pessoas”, não a nós. FALSO! O suicídio acontece a todos os tipos de pessoas e encontra-se em todos os tipos de sistemas sociais e de famílias.

 

Fonte:AGSP
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