Promoção de oficiais-generais

Publicado em 04/04/2024 10h20 | Atualizada em 11/04/2024 09h57

SAUDAÇÃO AOS OFICIAIS-GENERAIS RECÉM-PROMOVIDOS

Por delegação do nosso Comandante, General de Exército TOMÁS MIGUEL MINÉ RIBEIRO PAIVA, e restando-me poucos dias no serviço ativo - o que redobra minha emoção, saúdo os Oficiais-Generais recém-promovidos, na condição de porta-voz de todos os integrantes do invicto Exército de Caxias.

A promoção a Oficial-General não é apenas uma conquista individual, vai além; é um dos momentos que a Força tem para renovar compromissos, com os valores mais elevados da profissão militar: Honra, Disciplina, Tradição e Lealdade, pilares de uma desinteressada servidão ao povo brasileiro. 

Nesse contexto, age sobre os escolhidos como combustível aditivado para enfrentar os desafios já presentes e aqueles que o futuro das incertezas nos reservará.

Certamente, é momento de celebração e de reconhecimento. Mas também ocasião para refletirmos, todos, sobre os exemplos deixados pelo nosso Patrono, o Duque de Caxias.

Ao longo da história, sua devoção à Pátria foi inquestionável. Destacou-se, não apenas por suas habilidades militares, mas também por sua integridade cidadã e humildade acolhedora. 

Seu legado é inspiração oferecida como farol a iluminar o caminho dos que servem às Forças Armadas do Brasil.

Na jornada que se inaugura, meus jovens Oficiais-Generais, vocês têm de liderar, como compromisso de sangue, pondo-se na vanguarda para seguir os passos apontados pelo Patrono, defendendo os valores pelos quais ele tanto lutou.

Entretanto, o justo regozijo das conquistas deve, a partir de agora, ceder espaço igualmente a uma profunda meditação sobre o papel que lhes será reservado doravante.

Dentro de poucos dias, os senhores assumirão novos e relevantes encargos. Subordinados atentos e dispostos aguardam suas primeiras palavras, suas primeiras diretrizes, suas primeiras ordens.

Estejam certos de que o Exército vos exigirá senso de realismo e obsessão pela eficiência operacional. É seu desejo, como Instituição de Estado, manter-se instrumento poderoso, e cada vez mais presente na defesa da soberania nacional, atuando como ordenanças atentos do povo a que serve. Vocês serão atores de relevo nesta peça social!

É forçoso que admitamos o aforismo romano e que continua verdadeiro há mais de dois milênios: “Sis vis pacem, para bellum” (se queres a paz, prepara-te para a guerra).

Após três décadas vivendo a utopia de um mundo pacífico, entre 1991 e 2020, as nações hoje despertaram (infelizmente nem todas, ainda) para o realismo cruel das disputas geopolíticas. As vemos, dia após dia, nos noticiários de todo o mundo. São disputas de toda a ordem, conflitos brutais voltando à normalidade. Nos cabe manter a população brasileira a salvo desse destino.

Por isso, os senhores têm o dever intransferível de conhecer a fundo o seu Exército, o dever de influenciar o seu entorno institucional, o dever de transmitir corretamente a conjuntura nacional e internacional, dirimindo dúvidas do público interno e externo, corrigindo informações distorcidas que servem apenas a narrativas temporais, com objetivos não bem conhecidos, que em nada somam para erigir um Brasil mais forte e mais soberano.

Apesar de sermos constantemente empregados em operações de toda ordem, em cooperação com outros órgãos governamentais, nunca podemos nos esquecer que a nossa finalidade é a Defesa da Pátria. Isso é o que orienta a destinação dos recursos orçamentários, a nossa organização e o nosso preparo profissional.

A despeito dos escassos recursos orçamentários, temos que garantir que cada centavo se transforme em poder de combate. Cabe sempre lembrar que gastos com a Defesa Nacional são investimentos que garantem que a sociedade brasileira não será submetida, por forças estrangeiras, à servidão.

Nossa missão é, hoje e sempre, fazer forte o Exército, com base na tétrade: adequadamente equipado, intensamente preparado, completamente motivado e com uma liderança impecável, garantindo assim, ao povo brasileiro, uma Força Terrestre capaz de dissuadir eventuais inimigos.

Jovens generais, saibam que não há como a Mão ser amiga se o Braço não for forte. Priorizem suas lides diárias naquilo que nos torna mais efetivos na nossa atividade finalística, a Guerra. Esses serão, sem dúvida, os seus maiores desafios!

Por fim, não podemos deixar de expressar nossa profunda gratidão a tantos que deram o suporte emocional indispensável e a rede de solidariedade que construíram para sustentá-los ao longo de suas jornadas.

Aos cônjuges, filhos, pais e demais familiares, que compartilharam os sacrifícios e as alegrias dessa trajetória, nossa eterna gratidão. Obrigado!

Aos amigos e colegas de turma, que estiveram ao lado, uns dos outros, em momentos de desafio e de triunfo, nosso reconhecimento pelo companheirismo e pela camaradagem. Obrigado Soldados!

Caros Generais GALDINO, ZAGO e TOLEDO, ao tempo em que expresso meus cumprimentos, os encorajo a abraçar esta nova fase de suas carreiras com a mesma determinação que os trouxe até aqui, vestidos na humildade que deve ornar cada cidadão com alma de Soldado.

Continuem sendo exemplos de liderança abnegada, inspirando-nos pelo simples desejo vocacional de contribuir para um Brasil maior. Deus os abençoe e que a Bandeira do Brasil esteja à frente nas cargas que vocês liderarem.

Obrigado, Soldados!

Sejam felizes.

Muito obrigado.

General de Exército FERNANDO JOSÉ SANT’ANA SOARES E SILVA

Chefe do Estado-Maior do Exército

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