Dia da Arma de Infantaria

2026

Publicado em 22/05/2026 10h19 | Atualizado em 24/05/2026 07h53

Centro de Comunicação Social do Exército

Dia da Infantaria

Tão antiga quanto os próprios conflitos armados, a Infantaria acompanha a evolução da guerra. Desde os primórdios, já se fazia presente nas formações militares organizadas, como as falanges gregas, alicerçadas na disciplina e coesão. A “Rainha das Armas” caracteriza-se pelo conjunto de tropas vocacionadas ao combate prioritariamente a pé, responsáveis por conquistar, manter e controlar o terreno. Em virtude disso, consolidou-se como elemento fundamental para o êxito das atividades militares de campanha.

Todos os anos, comemora-se, no dia 24 de maio, o Dia da Arma de Infantaria, data que assinala o nascimento de seu Patrono: o Brigadeiro Antônio de Sampaio. Mais do que uma referência cronológica, trata-se do reconhecimento a um líder militar, cuja trajetória personifica os valores da Infantaria. Consagrado na história como o “bravo dos bravos”, Sampaio permanece como paradigma de liderança, coragem física e firmeza moral. Nascido em 1810, no povoado de Tamboril, na então Província do Ceará, foi forjado no ambiente do sertão nordestino, onde desenvolveu resiliência, retidão de caráter e senso de responsabilidade. 

Ingressou voluntariamente na carreira das armas no 22º Batalhão de Caçadores, em Fortaleza. Seu batismo de fogo ocorreu em 4 de abril de 1832, em combate na região de Icó, contra as forças que defendiam a restituição de D. Pedro I ao trono brasileiro. Destacou-se nas principais campanhas de consolidação da integridade nacional, participando da Cabanagem, Balaiada, Guerra dos Farrapos e Revolução Praieira. No sul do País, presenciou a assinatura da Paz de Ponche Verde e permaneceu com a missão de assegurar o cumprimento do acordo,  evidenciando não apenas valor em combate, mas também capacidade de estabilização e manutenção da autoridade do Estado. 

Sua projeção histórica consolidou-se durante a Guerra da Tríplice Aliança, quando assumiu o comando da 3ª Divisão do Exército Imperial, a célebre Divisão Encouraçada. Integravam-na os tradicionais Batalhões Vanguardeiro, Treme-Terra e Arranca-Toco, reconhecidos pela combatividade e resistência. Em 24 de maio de 1866, durante a Batalha de Tuiuti, a maior batalha campal da história da América do Sul, foi atingido três vezes, enquanto conduzia seus homens sob intenso fogo inimigo. Apenas após o terceiro ferimento^, deixou o campo de batalha, vindo a falecer semanas depois. 

Seu exemplo consolidou-se como protótipo de comandante que compartilha riscos, inspira confiança e lidera pela presença. Em reconhecimento à sua trajetória exemplar, foi declarado Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro, tornando-se referência permanente para todas as gerações de infantes.

No século XX, fiel aos mesmos valores, o infante brasileiro consagrou sua  bravura na atuação da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária no teatro de operações da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Nas vitórias em Monte Castelo, Castelnuovo e Montese, a Infantaria Brasileira demonstrou elevado preparo, disciplina e espírito ofensivo, projetando o nome do País no cenário internacional.

A Infantaria ocupa posição central no sistema operacional da Força Terrestre. Apresenta diversas especializações, dentre as quais se destacam: Motorizada, Mecanizada, Blindada, Paraquedista, Aeromóvel, de Selva, de Montanha, de Caatinga, de Pantanal e de Polícia do Exército. Essa diversidade assegura versatilidade e capacidade de emprego, firmando-se como a arma do fogo, do movimento e do combate aproximado, apta a atuar em qualquer terreno e sob quaisquer condições meteorológicas. 

Atua de forma integrada com as demais Armas e Serviços, recebendo o apoio da Cavalaria, na manobra; da Artilharia, no poder de fogo; da Engenharia, na mobilidade, contramobilidade e proteção; das Comunicações, no comando e controle; e da Logística, na sustentação das operações. Tal sinergia reforça seu papel como elemento decisivo no combate.

Na atualidade, a Infantaria segue desempenhando função fundamental, tanto no “Braço Forte”, quanto na “Mão Amiga” do Exército Brasileiro. No âmbito interno, reafirma seu compromisso com a sociedade brasileira, ao participar em Operações de Estabilização, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento nacional. No cenário externo, integra missões de paz sob a égide das Nações Unidas, ampliando a projeção internacional do Brasil e demonstrando elevado padrão de profissionalismo e disciplina.

Sempre em permanente evolução, a Infantaria brasileira acompanha as transformações do campo de batalha contemporâneo, por meio da incorporação de novos meios, sistemas e conceitos operacionais, no contexto das Operações no Multidomínio. Esse processo insere-se no esforço de transformação conduzido pelo Exército Brasileiro, orientado para enfrentar um ambiente operacional cada vez mais complexo e dinâmico.

Ao celebrar o 24 de maio, a Infantaria reverencia não apenas seu patrono,  mas reafirma, a vitalidade de sua tradição e os valores que sustentam sua identidade institucional: coragem moral, disciplina, coesão, espírito de corpo e compromisso absoluto com o cumprimento da missão. Nobres Infantes, inspirados pelo exemplo do Brigadeiro Sampaio, sigam preservando esse legado, certos de que a “Rainha das Armas" continuará a representar, em qualquer tempo e circunstância, a expressão mais concreta da determinação, da bravura e do compromisso do soldado brasileiro com a Nação.
 

SALVE O BRIGADEIRO SAMPAIO!
SALVE A INFANTARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO!
 

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército