Dia da Arma de Comunicações - 5 de maio

2026

Publicado em 04/05/2026 16h00 | Atualizado em 05/05/2026 09h11

Centro de Comunicação Social do Exército

DIA DA ARMA DE COMUNICAÇÕES

No dia 5 de maio, o Exército Brasileiro celebra o Dia da Arma de Comunicações, data em que se reverencia a memória e o legado de seu patrono, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, militar cuja trajetória se confunde com a própria história da integração nacional e do desenvolvimento das comunicações em nosso país. Sua vida exemplar, marcada pela coragem, abnegação, espírito desbravador e elevado sentido de dever, perdura como fonte permanente de inspiração para todos os comunicantes de ontem, hoje e sempre.

Nascido em Mimoso, Mato Grosso, no ano de 1865, Rondon destacou-se não apenas como soldado, mas também como sertanista, explorador e homem de Estado. Em um período em que as vastas regiões do interior brasileiro permaneciam isoladas, coube a ele a missão de contribuir para a ligação entre as áreas distantes e os centros de decisão do país. À frente da construção de linhas telegráficas, Rondon desbravou extensas áreas do território nacional, atravessou regiões de difícil acesso, participou do mapeamento de áreas remotas e lançou bases concretas para a integração do Oeste e do Norte do Brasil. Seu trabalho não se limitou à instalação de meios de comunicações, mas também um verdadeiro esforço de presença do Estado em áreas até então pouco exploradas, favorecendo o desenvolvimento da infraestrutura, da economia e da soberania nacional.

Ao lado desse notável espírito pioneiro, destacou-se também sua dimensão humana. O seu lema “morrer se preciso for, matar nunca” tornou-se símbolo de sua postura firme e civilizada diante dos desafios encontrados no interior do Brasil. Em suas expedições, cultivou relações respeitosas com os povos indígenas e contribuiu para uma visão de integração nacional fundada não apenas na ocupação territorial, mas também no reconhecimento da dignidade humana. Por seus feitos, tornou-se merecidamente patrono da Arma de Comunicações, exemplo de liderança, coragem moral e devoção à Pátria.

A evolução das Comunicações no Exército Brasileiro acompanhou as transformações da guerra e da própria sociedade. Desde o emprego pioneiro do telégrafo em campanhas do passado, passando pelo valoroso desempenho da 1ª Companhia de Transmissões junto à Força Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial, até a institucionalização da Arma de Comunicações, em 25 de agosto de 1956, consolidou-se no Exército a consciência de que comandar é, também, comunicar com oportunidade, segurança e rapidez. Ao longo das décadas, as Comunicações deixaram de ser apenas um suporte técnico para se firmarem como parte essencial da função de combate comando e controle.

Nos combates atuais, essa realidade tornou-se ainda mais evidente. Em um ambiente operacional cada vez mais volátil, complexo e incerto, a velocidade da informação e a confiabilidade dos enlaces passaram a ter valor decisivo. A capacidade de ligar comandantes aos elementos desdobrados, integrar sensores e atuadores, sustentar sistemas de comando e controle e garantir o fluxo contínuo de informações influencia diretamente a consciência situacional, a liberdade de ação e a tempestividade das decisões. Por estes motivos, a Arma de Comunicações permanece, com inteira justiça, reconhecida como a “Arma do Comando”.

No contexto das Operações Multidomínio, as Comunicações assumem importância ainda mais elevada. A atuação integrada entre os domínios terrestre, aéreo, marítimo, eletromagnético, cibernético e espacial exige sistemas capazes de sustentar a interoperabilidade entre frações, grandes comandos e agências envolvidas. Nesse cenário, não basta apenas transmitir: é necessário assegurar a proteção, redundância, mobilidade, flexibilidade e capacidade de adaptação diante da interferência inimiga e da rápida mutação do campo de batalha. O ambiente informacional passou a ser disputado com intensidade crescente, fazendo do correto emprego das Comunicações uma das capacidades mais sensíveis e decisivas das operações militares modernas.

Nesse mesmo panorama, aumenta de importância o crescimento e o emprego da Guerra Cibernética. Se em outros tempos a disputa se concentrava majoritariamente sobre linhas físicas, enlaces rádio e postos de comando, hoje ela também se projeta sobre redes, sistemas, bancos de dados e infraestruturas digitais. O ciberdomínio tornou-se espaço permanente de disputa, no qual a proteção dos próprios sistemas e a capacidade de identificar, neutralizar ou dificultar ações adversas constituem requisitos indispensáveis à preservação do poder de combate. Assim, o fortalecimento da defesa cibernética, a capacitação de pessoal especializado e o desenvolvimento de soluções nacionais representam investimentos estratégicos para a soberania e prontidão operacional da Força Terrestre.

O Exército Brasileiro, atento a essa realidade, tem ampliado continuamente suas capacidades no campo das Comunicações, da Guerra Eletrônica e da Guerra Cibernética. A modernização de sistemas, a evolução da doutrina, a participação em operações complexas e o aperfeiçoamento de estruturas voltadas à defesa nacional evidenciam que a Arma de Comunicações se mantém alinhada às exigências dos conflitos contemporâneos. Do telégrafo às redes digitais seguras, das linhas lançadas no sertão aos sofisticados sistemas de comando e controle, da integração física do território à proteção do ambiente cibernético, a trajetória da Arma de Comunicações revela permanente atualização sem perder de vista os valores herdados de seu patrono.

Neste dia memorável, ao reverenciarmos o Marechal Rondon, renovamos o reconhecimento àqueles que, em todos os tempos, instalaram, exploraram, mantiveram e protegeram os sistemas de comunicações do Exército Brasileiro. Aos comunicantes da atualidade, cabe honrar esse legado com profissionalismo, iniciativa, competência técnica e espírito de cumprimento de missão, conscientes de que sua missão permanece essencial ao sucesso das operações militares.

Herdeiros de Rondon, os integrantes da Arma de Comunicações seguem firmes na missão de unir, coordenar e fortalecer a Força Terrestre, seja no terreno, no espectro eletromagnético ou no domínio cibernético. Que o exemplo de seu patrono continue a iluminar o caminho dos comunicantes do Brasil, inspirando-os a superar desafios, a acompanhar a evolução tecnológica e a servir à Pátria com o mesmo ideal de coragem, disciplina e dedicação.

NOSSAS ANTENAS GUIAM AS BATALHAS!

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército