Polícia prende cerca de 150 milicianos no RJ

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A Polícia Civil prendeu 149 pessoas e apreendeu sete adolescentes ligados ao grupo Liga da Justiça, maior e mais perigosa milícia do Rio de Janeiro. Entre os presos, há policiais militares. A operação começou na madrugada de sábado num sítio no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste, onde os integrantes faziam uma festa.

Os cerca de 40 policiais que participaram da ação foram recebidos com disparos. O homem apontado como chefe da milícia, Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, fugiu. Balanço liberado pela Presidência da República informou que quatro milicianos morreram e um ficou ferido durante o confronto. Nenhum policial se feriu. Segundo investigações, o grupo é responsável por tráfico de drogas, roubo de cargas, extorsão de "taxas de segurança" de comerciantes e moradores, além de assassinatos.

No sítio, foram apreendidos granadas, munições, grande quantidade de armas verdadeiras e falsas (incluindo fuzis e pistolas), 15 carros roubados, algemas e simulacros de fardas militares. Por meio de investigações, a Polícia Civil descobriu que a milícia tinha base em Campo Grande, bairro da Zona Oeste da capital fluminense, e era atuante também em cidades da região metropolitana, como Seropédica e Itaguaí, além de municípios da chamada Costa Verde do estado.

A expectativa é que, a partir de agora, haja redução no número de mortes como resultado de violência na região, já que a operação representou "forte baque" para a quadrilha, segundo a Polícia Civil. A ação é classificada como fruto da intervenção federal no estado, que começou em fevereiro.

Durante a tarde, em retaliação, criminosos interditaram a Avenida Cesário de Melo e incendiaram uma estação do BRT Cesarão 3, próxima à região. Bombeiros controlaram as chamas, mas o serviço teve de ser interrompido no trecho. O Consórcio BRT fechou as linhas 15 e 17 temporariamente.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE - DF