Combustíveis pressionam inflação nos Estados Unidos

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A inflação nos EUA acelerou em maio para o maior ritmo em mais de seis anos, reforçando as perspectivas de o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) aumentar gradualmente os juros, o que comprometeria aumentos salariais.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em relação ao mês anterior e 2,8% em relação ao mesmo período de 2017, segundo informou ontem o Departamento do Trabalho dos EUA.

O avanço anual foi o maior desde fevereiro de 2012 e vem na esteira de um aumento de 2,5% em abril. Excluindo alimentos e energia, o chamado núcleo da inflação subiu 0,2% em relação ao mês anterior e 2,2% na comparação com maio de 2017. As cifras correspondem às estimativas feitas por economistas.

A alta da inflação reflete, em parte, o aumento nos preços dos combustíveis. Mas a alta da medida núcleo - considerada pelas autoridades como um indicador das tendências inflacionárias - foi a maior desde fevereiro de 2017.

Os dados "fornecem ainda mais evidências de que a inflação está caminhando para o objetivo do Fed", e o banco central americano continuará em seu caminho gradual de alta, disse Kevin Cummins, economista da NatWest Markets.

Embora nesta semana o Fed possa elevar os juros pela sexta vez em 18 meses, vários membros do BC americano indicaram que uma modesta alta da inflação não justificaria necessariamente um aumento dos juros.

Relatório separado do Departamento do Trabalho mostra que os salários médios ficaram inalterados em maio em relação ao mesmo período do ano anterior. E para os trabalhadores que não ocupam cargos de supervisores, a remuneração média por hora trabalhada caiu 0,1% em relação a 2017.

Fonte: VALOR ECONÔMICO -SP