Bolsonaro critica ministro e mudança na Previdência

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O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que deve se filiar ao PSL para concorrer à Presidência, disse ontem ser contrário à reforma da Previdência e afirmou que votará contra se a proposta de emenda à Constituição (PEC) for colocada à votação na Câmara. "Da forma proposta, não votarei favorável." Em entrevista ao jornal RedeTV News, da RedeTV!, o parlamentar também atacou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), possível adversá- rio na corrida pelo Planalto neste ano. "A economia só afundou com o Meirelles." Referindo-se à reforma da Previdência, o deputado disse que, da forma como está, a "proposta do Meirelles" não será aprovada caso a matéria seja encaminhada ao plenário na Câmara.

Ao avaliar seus possíveis adversários na eleição presidencial, Bolsonaro definiu Meirelles como um homem da economia e lembrou que o ministro trabalhou para o Grupo J&F, do empresário Joesley Batista, preso pela Polícia Federal. Considerou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como um homem que "tem seu valor", mas que, apesar de ter um grande número de partidos a seu lado, encontrará dificuldade para ter o nome viabilizado eleitoralmente.

Bolsonaro não citou diretamente o governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas classificou como "ridícula" a ideia do tucano, também presidenciável, de criar um ministério para a segurança pública.

Questionado sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas de intenção de voto, mas que pode se tornar inelegível caso tenha a condenação por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro mantida em segunda instância, o deputado disse não estar preocupado sobre quem enfrentará.

Apesar disso, Bolsonaro, que aparece na segunda colocação nas pesquisas, reconheceu que será beneficiado se o recurso apresentado pelo petista for negado no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF 4).


Fonte: O ESTADO DE S. PAULO - SP

Autor: EDUARDO LAGUNA