Após saída do Exército, Rocinha volta a ter tiroteio

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Moradores contaram que houve disparos em dois pontos da comunidade

Um dia depois de as Forças Armadas terem realizado uma grande operação na Rocinha, a comunidade voltou a amanhecer sob tiroteio, ontem. A rotina de violência foi retomada por volta das 7h: moradores relataram disparos na Rua Dois e na localidade conhecida como Cachopa. Em nota, a PM confirmou que ocorreram incidentes na parte alta da favela, porém ressaltou que não houve confronto entre traficantes e policiais. A corporação também informou que não registrou vítimas.

No sábado, 16 pessoas foram presas durante a operação das Forças Armadas, que contou com a participação de policiais militares e civis. A incursão à Rocinha, que começou no fim da madrugada e se estendeu até as 15h, mobilizou cerca de 1.600 homens e provocou a interdição, por aproximadamente uma hora e meia, da Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell (Lagoa-Barra). Agentes de segurança também fizeram ações em outras três comunidades da região: Vidigal, Chácara do Céu e Parque da Cidade.

Traficantes reagiram à chegada das tropas, mas, segundo autoridades, ninguém foi baleado. O general Walter Braga Netto, que está à frente da intervenção federal na segurança pública do Rio, acompanhou parte da operação, que resultou ainda na destruição de várias barricadas montadas por criminosos e na apreensão de drogas e munição.

O tiroteio de ontem indica que facções do tráfico ainda disputam o controle de pontos de venda de drogas na região. A guerra do crime organizado começou em setembro do ano passado, quando bandidos de várias favelas invadiram a Rocinha após um racha no comando da quadrilha que a dominava. Desde então, policiais ocupam os acessos e as principais ruas da comunidade, sem, no entanto, pôr fim à violência.

Fonte: O GLOBO - RJ