Histórias da Guerra da Tríplice Aliança - Dezembrada

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Publicado em: 18 dez 2019

A Conquista de Avaí - 11 de dezembro de 1868

A vitória em Humaitá havia aberto a via de acesso para as forças da Tríplice Aliança alcançarem a retaguarda das fortificações paraguaias em Lomas Valentinas, Piquissirí e Angostura. Solano López decidiu destacar o General Caballero, seu melhor chefe militar, para deter esse avanço da coluna brasileira, e esse comandante assim o fez.

No dia seis de dezembro, a coluna do General Caballero ocupou posições às margens da ponte do arroio do Itororó e resistiu bravamente por cinco horas às investidas brasileiras, que visavam à conquista desse objetivo militar. Apesar do pouco espaço para manobra e do terreno pouco favorável ao atacante, o ímpeto e a iniciativa de Caxias sobrepujaram essas desvantagens, sendo essenciais para a Força Terrestre Brasileira desarticular e conquistar as posições paraguaias em Itororó.

Entretanto, a coluna paraguaia, heroicamente, reorganizou-se pouco abaixo do arroio Ipané, formando uma posição defensiva às margens do arroio de Avaí para aguardar as tropas brasileiras que lá chegariam no dia 11 de dezembro de 1868.

Caxias ocupou sua posição de comando no alto de uma elevação que lhe assegurava excelente visibilidade das posições paraguaias e, às oito horas da manhã, ordenou o início do ataque. Osório atravessou o arroio sob forte fogo de metralha e artilharia e, quando atingiu a linha de frente paraguaia, um disparo arrancou-lhe o maxilar inferior. Osório escondeu o ferimento e continuou na luta incentivando os brasileiros a continuarem o avanço.

A batalha foi intensa e outra vez o próprio Caxias desceu ao terreno para manter o ímpeto do ataque das forças da Tríplice Aliança. Ao longo de cinco horas, brasileiros e paraguaios pelejaram ininterruptamente até que a Cavalaria Imperial fez carga sobre as posições paraguaias, garantindo a vitória final em Avaí.

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Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército