Formatura de conclusão do Curso de Piloto de Aeronaves

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Publicado em: 23 abr 2019
Crédito: CIAvEx

Taubaté (SP) – A atual Aviação do Exército foi criada em 1986. Inicialmente, os especialistas em aviação – pilotos, gerentes de manutenção e mecânicos de voo – eram formados com a ajuda das Forças Irmãs, representadas por suas escolas de aviação, a Academia da Força Aérea, AFA, e o Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval, CIAAN, respectivamente localizados nas cidades de Pirassununga (SP) e São Pedro d’Aldeia (RJ).

Por lá passaram 6 turmas de pilotos até que, em 1992, o Centro de Instrução de Aviação do Exército - CIAvEx, herdeiro das tradições da Escola de Aviação Militar/1919, começava, em suas instalações, a caminhar com seus próprios meios. Hoje, já possui instalações distribuídas em todo o Forte Ricardo Kirk, com hangar próprio, uma  Divisão de Simulação de voo e com aeronaves modernizadas, oferecendo ao seu corpo discente e docente toda a qualidade e conforto para melhor favorecer o processo ensino-aprendizagem.

No final do ano de 2017, o CIAvEx recebeu um grande e ousado desafio: formar os pilotos da Aviação do Exército com novas habilitações técnicas, que os capacitassem a cumprir missões de combate e apoio ao combate, como piloto tático. Dessa maneira, foi incorporado ao Curso de Piloto de Aeronaves (CPA): o Estágio de Pilotagem Tática (EPT), O Estágio de Voo com Óculos de Visão Noturna(OVN) e o Estágio de Voo por Instrumentos(EVI).

Para tornar isso possível, 11 meses não seriam mais suficientes. Com isso, foi criada a Portaria nº 370-EME, de 04 de setembro de 2017, normatizando o novo CPA que iniciaria em janeiro do próximo ano, contando agora com 63 semanas.

Para concretizar esse desafio, foram selecionados 13 tenentes das armas, quadros e serviços, formados na Academia Militar das Agulhas Negras, nas turmas de 2014 e 2015. Ao final dessa jornada, 10 desses oficiais lograram êxito, tornando-se parte desse importante marco histórico da aviação da Força Terrestre.

O atual CPA é, basicamente, dividido em 2 grandes fases:

- A primeira, teórica, com duração aproximada de 16 semanas, na qual o Piloto Aluno é submetido a grande carga horária de diversas disciplinas, tais como aerodinâmica, teoria de voo, meteorologia aeronáutica, tráfego e navegação aéreas, técnicas de material, entre diversas outras que propõem agregar conhecimento, aumentando, sem dúvidas, a segurança nas operações com helicópteros;

- Na segunda, com duração aproximada de 46 semanas de instrução, o Piloto Aluno coloca à prova toda a teoria adquirida na fase anterior, executando os Estágios Práticos de Pilotagem. Inicialmente, adaptados ao voo em simuladores, os alunos iniciam seus voos básicos com seus respectivos padrinhos de voo, passam pelas manobras elementares e as tão temidas manobras em emergência. Em seguida, as manobras de emprego geral, realizando pousos em áreas restritas, terrenos acidentados e helipontos elevados. A futura águia abandona seu ninho e se aventura em outros ares na viagem de instrução de navegação aérea. Na volta, o dia então vira noite e desenvolvem-se os voos com óculos de visão noturna. O obstáculo agora é outro: além de terem que demonstrar elevada coordenação motora, os alunos têm que pilotar com restrição de seu campo visual. Em seguida, o voo por instrumentos em simuladores, que visa a preparar o futuro piloto a realizar voos em condições meteorológicas que desfavorecem o voo visual. Por fim, o Estágio Prático de Pilotagem Tática, que capacita os Pilotos Alunos com as ferramentas necessárias para conduzir uma aeronave com segurança no contexto de uma Operação Tática. Inicia-se com a fase de manobras básicas, realizada na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, passando para as pistas de progressão nos diversos tipos de terreno, depois para a maneabilidade da fração de helicópteros e tiro aéreo. Ao final do curso, o aluno é qualificado como Piloto Tático OVN da aeronave HA-1 Fennec AvEx, com aproximadamente 130 horas de voo.

O CPA é extremamente dinâmico e faz com que o aluno supere limites que até então desconhecia. A turma soube suplantar todos os obstáculos com maestria, desde a seleção, que é reconhecidamente difícil, até à formatura. Agora, tornam-se elementos difusores de todas as padronizações e ensinamentos que colheram no CIAvEx, em suas futuras Unidades Aéreas.

Fonte: CIAvEx


Crédito: CIAvEx