Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife comemora o Dia da Arma de Engenharia da guarnição

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Publicado em: 10 abr 2019

Recife (PE) – O Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Recife (CPOR/R) realizou, no dia 5 de abril de 2019, a solenidade comemorativa ao Dia da Engenharia na guarnição de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. O ato solene de deu pelo transcurso dos 153º anos do falecimento heroico do Tenente-Coronel João Carlos Villagran Cabrita, Patrono da Arma de Engenharia, no teatro de operações da Guerra da Tríplice Aliança.

A cerimônia foi presidida pelo Comandante da 7ª Região Militar, General de Divisão Luis Antônio Duizit Brito, e teve a presença de comandantes de organizações militares, de autoridades civis, de antigos alunos e do Sr Geraldo Paes Leme, veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Essa solenidade teve como objetivo cultuar os valores históricos e culturais deixados pelos heróis da nossa história, ao mesmo tempo em que enaltece a arma de Engenharia brasileira e a figura de seu Patrono, congregando Engenheiros da ativa, da reserva e demais militares.

 

A Arma de Engenharia

A Engenharia divide-se em duas vertentes: de combate e de construção. A primeira apoia as armas-base, facilitando o deslocamento das tropas amigas; reparando estradas e pontes; eliminando os obstáculos à progressão; e, ainda, dificultando o movimento do inimigo. Uma operação de grande envergadura, e que depende diretamente da Engenharia, é a transposição de cursos de água. Já a Engenharia de Construção, em tempo de paz, colabora com o desenvolvimento nacional, construindo estradas de rodagem, ferrovias, pontes, açudes, barragens, poços artesianos e inúmeras outras obras.

 

A Engenharia Militar Brasileira

Por todo o Brasil, a Engenharia abre caminhos, lança trilhos, pereniza rios e efetua travessias. Ela é a arma de apoio ao combate que tem como missão principal apoiar a mobilidade, a contramobilidade e a proteção, caracterizando-se como um fator multiplicador do poder de combate.

A mobilidade é o conjunto de trabalhos desenvolvidos para proporcionar as condições necessárias ao movimento contínuo e ininterrupto de uma força amiga. Os engenheiros realizam, dentre outros, trabalhos de abertura de passagens em obstáculos, de transposição de cursos de água, de navegação em vias interiores, de conservação e reparação de pistas e estradas, de destruição de posições organizadas do inimigo, proporcionando condições para que a manobra tática obtenha rapidamente vantagens sobre a posição do inimigo.

A contramobilidade é o conjunto de trabalhos que visam deter, retardar ou canalizar o movimento das forças inimigas para, em princípio, contribuir na destruição dessas forças. São trabalhos que proporcionam maior valor defensivo ao terreno, principalmente pela construção de obstáculos de acordo com a intenção do comandante tático, restringindo a liberdade de manobra do inimigo.

A proteção é o conjunto de trabalhos que visam reduzir ou anular os efeitos das ações do inimigo e das intempéries sobre a tropa e o material, proporcionando abrigo, segurança e bem-estar e ampliando a capacidade de sobrevivência das forças em campanha. Os engenheiros, em função do conhecimento técnico e do pessoal e material especializados, prestam assistência às tropas em combate ou realizam trabalhos de fortificações, camuflagem e instalações.

Fonte: CPOR/R