Ex-Combatentes participam, em São Paulo, da solenidade em celebração aos 74 anos da Tomada de Monte Castelo

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Publicado em: 21 fev 2019
Crédito: Sd Artoni

São Paulo (SP) – O Comando Militar do Sudeste (CMSE) comemorou, nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, os 74 anos da Tomada de Monte Castelo pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial. A formatura ocorreu na Praça Carlos Gardel, onde há o Monumento aos Ex-Combatentes, e soldados do CMSE entraram em forma utilizando o uniforme histórico da FEB.

Presidida pelo General de Divisão Adalmir Manoel Domingos, Comandante da 2ª Região Militar, a solenidade contou com a presença do General de Divisão André Luis Novaes Miranda, Comandante da 2ª Divisão de Exército; do General de Brigada Sergio dos Santos Szelbracikowski, Diretor do Hospital Militar de Área de São Paulo; do General de Brigada Paulo Alipio Branco Valença, Chefe do Estado-Maior do CMSE; e do General de Brigada Hedel Fayad, representante da Fundação Cultural Exército Brasileiro em São Paulo; além de autoridades civis, como o deputado estadual, Tenente Coimbra.

Os Febianos Miguel Garófalo, Ewaldo Meyer e Gerd Emil Brunckhorst auxiliaram os generais a depositar uma corbelha de flores em homenagem aos brasileiros mortos em solo italiano. "Vi muita destruição, muitos feridos. É a maior loucura que se pode imaginar. Vivi um ano naquela inquietação constante. Espero que isso nunca mais se repita", afirmou o Terceiro-Sargento Ewaldo Meyer.

Os presentes entoaram a Canção do Expedicionário e a Banda do 2º Batalhão de Polícia do Exército tocou "Lili Marlene", canção de muita simbologia entre os "pracinhas", como os combatentes brasileiros ficaram conhecidos.

 

A Tomada de Monte Castelo

Em 1944, 25 mil expedicionários brasileiros foram enviados, sob o comando do Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, para lutar na Europa ao lado dos países Aliados (Inglaterra, França e Estados Unidos) contra os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

No dia 21 de fevereiro de 1945, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária conquistou a região de Monte Castelo, na Itália, após 12 horas de um árduo e intenso combate agravado pelo frio e por um terreno íngreme e lamacento.

Durante a guerra, a FEB perdeu 468 soldados, cujos restos mortais permaneceram no cemitério de Pistóia, na Itália, por muitos anos. Em 1960, suas cinzas foram transferidas para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, localizado no aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ).

 

Monumento aos Ex-Combatentes

De autoria do arquiteto Jorge Osvaldo Caron, o Monumento aos Ex-Combatentes foi encomendado pela Associação dos Ex-Combatentes do Brasil. O ingresso é feito por um caminho desenhado pelo "V" de vitória. À frente desse caminho, há uma rampa com pedras que remetem à dificuldade do terreno que as tropas tinham que percorrer nos Apeninos. Ao término dessas pedras, três vergalhões de aço representam a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Ao final desses vergalhões, encontra-se um totem com os nomes dos brasileiros tombados em combate.

Fonte: CMSE


Crédito: Sd Artoni