O sonho do recomeço: Comando Militar do Oeste apoia a chegada de imigrantes venezuelanos

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Campo Grande (MS) – Já era quase meia noite de domingo, 3 de fevereiro, quando 99 imigrantes venezuelanos desembarcaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande. O grupo deixou o abrigo na Força-Tarefa Logística Humanitária, em Roraima, “Operação Acolhida”, com sonhos de uma nova vida.

Na Capital do estado, os venezuelanos foram recepcionados pelos militares do Comando Militar do Oeste (CMO) e pernoitaram no 9º Grupamento Logístico. No início da manhã de domingo, o grupo embarcou no ônibus da Instituição com destino à Dourados, onde, nos primeiros 30 dias, ficará alojado em um abrigo no Distrito de Indápolis.

“Tivemos a oportunidade de recebê-los e vimos no olhar uma esperança muito grande. Acredito que estão confiando que serão felizes no Brasil, particularmente, em Mato Grosso do Sul. O exército fará a alimentação e alojamento hoje e a comunidade civil, em conjunto de igrejas, disponibiliza, a partir de amanhã, o abrigo na região de Dourados”, explicou o chefe do Centro de Coordenação de Operações, General Carlos Henrique Teche.

Com emprego garantido e um local para morar, para muitos, o sonho de recomeçar vem da fé. “Se Deus nos der oportunidade de estar aqui com nossa família, faremos, mas, se for para voltar, voltaremos. Primeiro quero me acomodar aqui, para depois trazer meus filhos”, disse Lorena Patricia Hernandez, de 39 anos, uma das acolhidas na Força-Tarefa Logística Humanitária.

Lorena veio junto com o marido, Jose Angel Rodriguez Sanchez, de 23 anos. Sorridentes e esperançosos, eles desembarcaram com poucas malas e muita saudade da família que ficou na Venezuela.  “Meu esposo deixou a irmã e eu deixei cinco filhos, de 20, 19, 17, 15 e 14 anos”, explicou Lorena. “Estamos fazendo isso para que os outros seres humanos como nós tenham a mesma oportunidade”, completou o marido.

O casal e outros 97 imigrantes solicitaram refúgio ou residência no Brasil e aceitaram participar da interiorização, criada para ajudar famílias em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros Estados do País.

No primeiro mês em Dourados, o grupo ficará na casa temporária, até ter condição de alugar a nova residência. Alimentação, roupas, utensílios domésticos, móveis, colchões e outros itens de primeira necessidade serão disponibilizados pela sociedade, fruto de campanhas de doação encabeçadas por entidades de Mato Grosso do Sul.

Fonte: CMO