Comando Militar do Norte celebra seu quinto ano de ativação

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Publicado em: 25 jun 2018

Belém (PA) – No dia 26 de junho, o Comando Militar do Norte (CMN) comemorou o seu quinto aniversário de ativação. O mais novo Comando Militar de Área do País foi criado para multiplicar as ações do Exército Brasileiro na Amazônia Oriental, com o objetivo de aumentar a capacidade operacional, o gerenciamento administrativo e proporcionar melhores condições de emprego da Força Terrestre, em face do espaço estratégico da foz do Rio Amazonas e das diversas Infraestruturas Estratégicas da Região.

O Comandante do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, em declaração aos militares do CMN, destacou o árduo trabalho desenvolvido no período. “Cinco anos depois de sua criação, já percebo o Comando Militar de Área com identidade própria e já carrega atitude e os pesados encargos de um comando militar de área. E também verificamos com satisfação que esse novo comando está plenamente consolidado, exercendo totalmente a suas atribuições”, destacou.

 

Eventos

Para celebrar a data, o CMN realizou uma extensa programação. No dia 15 de junho, foi promovido um almoço, no 2º Batalhão de Infantaria de Selva, que contou com a presença de cerca de 200 militares da reserva que residem em Belém. No momento, houve uma grande congregação entre os presentes, que relembraram com carinho dos seus tempos de caserna, além de atualizarem as informações sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Exército.

Uma apresentação no Theatro da Paz, ponto turístico de Belém, ocorreu no dia 19 de junho. A Banda de Música do CMN realizou concerto com a participação do Coral da Assembleia de Deus, dos cantores Pinduca e Markinho Duran, além da cantora Juliana Sinimbú. O evento animou os presentes, que ouviram músicas regionais, como Cantos Paraenses, nacionais, com destaque para Asa Branca, e internacionais, que relembraram artistas como Michael Jackson. Os Hinos Nacional e do Pará emocionaram os presentes.

No dia 20, a fé integrou os militares do CMN, com a celebração de cultos ecumênicos. Os católicos acompanharam celebração na Basílica Santuário de Nazaré, os evangélicos participaram de um culto no Templo Central da Assembleia de Deus e os espíritas fizeram uma reunião no auditório do Quartel-General Integrado (QGI).

A solenidade militar ocorreu no dia 21 de junho, na Praça da Bandeira. A solenidade foi presidida pelo Comandante Militar do Norte, General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, acompanhado pelo Diretor Geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, Rogério Guedes; pelo Comandante do 4º Distrito Naval, Vice-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho; pelo Comandante da 8ª Região Militar, General de Divisão Anisio David de Oliveira Junior; pelo Secretário Extraordinário de Assuntos Institucionais do Governo do Estado, General de Divisão Jeannot Jansen da Silva Filho; e demais autoridades civis e militares. Na ocasião, as Medalhas Militar de Ouro, Corpo de Tropa, Mérito Aeroterrestre, Serviço Amazônico e Marechal Ozório foram entregues para militares pelos seus trabalhos desenvolvidos no Exército.

No mesmo dia, foi lançado o Selo Personalizado alusivo aos cinco anos do CMN. A peça filatélica é produzida pelos Correios e torna-se difusora da imagem do Comando. Apresenta, na sua parte superior, os dizeres “Defesa e Proteção da Amazônia Oriental” e o símbolo do CMN. Na parte inferior, as datas de criação e do seu aniversário. No centro, a imagem do prédio histórico do QGI e, em perspectiva, “cinco anos”.

 

Histórico

Durante décadas, a cidade de Belém sediava apenas o Comando da 8ª Região Militar, Grande Comando Logístico que era diretamente subordinado ao Comando Militar da Amazônia, com seu Quartel-General em Manaus (AM). Fruto do processo de reestruturação do Exército Brasileiro, somado ao cenário político e estratégico da Região Norte do País, o Comandante da Força resolveu dividir a região amazônica em Ocidental e Oriental. Para a primeira, o já existente Comando Militar da Amazônia reduziu sua área de responsabilidade, ficando com os Estados do Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas. Para fazer frente à Amazônia Oriental, criou-se o CMN, cuja área de atuação integra os Estados do Amapá, do Pará, do Maranhão e o norte do Tocantins.

Mesmo com essa divisão de atribuições, o desafio do mais novo Comando Militar de Área é grande. O CMN é responsável por cerca de 1,73 milhão de quilômetros quadrados (20% da área do País) e 1.890 quilômetros de fronteira terrestre com a Guiana, Suriname e Guiana Francesa, além de 2.200 quilômetros de costa. Além disso, essa área reúne um rico patrimônio ambiental, composto de inúmeras reservas minerais, de grande reserva hídrica, sem contar com as diversas Áreas de Proteção Ambiental e outras tantas reservas indígenas, em meio a dezenas de conflitos sociais. Soma-se, ainda, a gama de importantes Infraestruturas Estratégicas localizadas na região. Um bom exemplo disso é o farto complexo hidrelétrico instalado, responsável por quase 15% de toda a energia elétrica do País.

Para enfrentar esse desafio, o CMN é comandado por um oficial general do último posto da escala hierárquica da Força - General de Exército - e integrante do Alto Comando do Exército. Para assessorá-lo, foi composto um Estado-Maior, chefiado por um General de Brigada, e oficiais superiores especialistas nas áreas de recursos humanos, inteligência, operações, logística, comunicação social e administração, entre outras assessorias.

A extensão territorial sob a responsabilidade do CMN é maior que muitos países europeus. Para tanto, o CMN é integrado por duas Brigadas, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Marabá (PA), e a recém-criada 22ª Brigada de Infantaria de Selva, instalada em Macapá (AP). Para proporcionar o apoio logístico dessa estrutura, o CMN conta com a já conhecida 8ª Região Militar – Grande Comando Logístico que gerencia as funções logísticas de saúde, manutenção, suprimento, pessoal, transporte e fiscalização de produtos controlados. Ao todo, o CMN integra trinta Organizações Militares, totalizando cerca de 12 mil homens e mulheres.

Com essa nova organização, o CMN continua cumprindo sua missão constitucional lado a lado com a sociedade, sempre buscando cooperar com o desenvolvimento da região, por meio de suas ações subsidiárias. O atual Comandante, o General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, sempre sintetiza que temos duas missões: defender e proteger a Amazônia Oriental. O primeiro destaca nossa precípua tarefa constitucional – a defesa da pátria. Quanto ao verbo proteger, o Comandante tenta conjugar todas as ações que envolvem o apoio à população.

“A minha convicção é que, sem se descuidar de sua principal missão constitucional, o Exército deve sempre oferecer sua mão amiga quando a população assim necessitar”, destaca o Comandante Militar do Norte.

Ao longo desses últimos cinco anos, o CMN e a sociedade tem muito o que comemorar. Em conjunto com a Marinha, com a Força Aérea e com os diversos órgãos governamentais, o CMN participou de inúmeras operações na faixa de fronteira, principalmente no combate aos ilícitos transfronteiriços e ambientais. Cooperou ainda em várias ações de defesa civil, no socorro às vitimas de enchentes e catástrofes naturais. Além disso, o Exército contribuiu também em outras tantas campanhas humanitárias, como a operação de combate ao mosquito da dengue.

A jornada do jovem Comando Militar do Norte está apenas começando, pois muitos desafios ainda surgirão no horizonte. O que importa, porém, é que os homens e mulheres que integram essa Força, herdeiros das tradições de Pedro Teixeira, se motivam a cada dia pela simples e mais nobre missão de suas vidas: servir!



Fonte:CMN