Cadetes do segundo ano da Academia Militar das Agulhas Negras realizam a escolha de Arma, Quadro e Serviço.


Publicação: Qua, 07 fev 2018 15:29:00 -0200
Crédito: Sd Rafael

Resende (RJ) – A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) viveu, nessa terça-feira, 6 de fevereiro, um dos momentos mais marcantes da trajetória de todo cadete: a escolha de Arma, Quadro ou Serviço. Em cerimônia realizada no Teatro General Leônidas, 444 cadetes, que iniciam em 2018 o segundo ano de formação, escolheram a especialidade militar que seguirão ao longo de 30 anos de carreira – Armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações, Quadro de Material Bélico ou Serviço de Intendência.

Assim que chegam à AMAN, os cadetes realizam o Curso Básico, que dá continuidade aos ensinamentos transmitidos no ano anterior, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas (SP). Do segundo ao quarto anos na Academia, os cadetes prosseguem a formação, já dentro de cada especialidade. “De acordo com sua classificação no primeiro ano, que avalia o desempenho intelectual e físico, o cadete faz a escolha de Arma, Quadro ou Serviço. Trata-se de um momento muito importante em suas vidas profissionais, pois essa escolha o acompanhará por toda a vida. Por isso, durante o primeiro ano, são feitas palestras vocacionais e orientações por parte da Seção Psicopedagógica, além da participação de cadetes mais antigos, para que o cadete realize a escolha mais adequada ao seu perfil”, destaca o Comandante do Curso Básico, Major Vitor Hugo Bergamaschi.

Logo após a efetivação da escolha, os cadetes do segundo ano foram recepcionados pelos mais antigos no Pátio Marechal Mascarenhas de Moraes, em clima de vibração e entusiasmo.

O Cadete Carlos Alberto, que escolheu a Arma de Infantaria, ressalta a importância do evento em sua vida acadêmica: “esse momento representa minha própria carreira. Já vinha carregando esse desejo de ser infante desde a EsPCEx e confirmei aqui no curso”. Por sua vez, o Cadete Correia optou pela Arma de Cavalaria e revelou que um dos vetores dessa especialidade foi o maior atrativo. “Sempre admirei bastante a parte de blindados. Além disso, o tenente que foi meu Comandante de Pelotão me fez conhecer ainda mais sobre a Arma, o que ajudou nessa opção”, explicou.

Os cadetes que escolheram suas especialidades em 2018 concluirão a formação em 2020, sendo a turma batizada com o nome “150 Anos da Campanha da Tríplice Aliança”. O grupo também conta com nove cadetes de nações amigas, sendo três da República de Camarões, dois da Guiné-Bissau, dois de Moçambique, um da Guatemala e um do Senegal. A escolha de suas especialidades foi determinada com base em informações recebidas de seus países de origem.

A solenidade de escolha de Arma, Quadro ou Serviço foi presidida pelo Comandante da AMAN, General de Brigada Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, com a presença de familiares dos futuros aspirantes a oficiais do Exército Brasileiro.


Fonte:Agência Verde-Oliva

Crédito: Sd Rafael