Reserva pró-Ativa, uma peça fundamental na estrutura militar: “Uma vez soldado, sempre soldado!”

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Publicado em: 19 out 2017
Crédito: Arquivo CCOMSEx

Brasília (DF) – Toda Força Armada dispõe de integrantes no serviço ativo e também daqueles que passam a compor sua reserva, peça fundamental na estrutura militar. No âmbito do Exército Brasileiro, esses componentes podem ser divididos em três tipos. Existem os chamados militares R1, aqueles que completaram no mínimo 30 anos de efetivo serviço e passaram para a reserva; há os militares R2, que são os formados nos Centros e Núcleos de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR e NPOR) espalhados pelo país, além dos oficiais e sargentos técnicos temporários (OTT e STT); existem, ainda, os soldados e cabos que voltam ao meio civil, após o serviço militar obrigatório ou posterior período de engajamento, que também passam a compor a reserva.

Os militares R1 formam um grupo de oficiais e graduados que são transferidos para a reserva remunerada. Na prática, passam à inatividade, pois podem ser convocados em caso de guerra. A faixa etária a que estão sujeitos à convocação varia de acordo com a Arma, Quadro ou Serviço ao qual pertença o militar.

Já os militares R2 são aqueles oriundos dos estabelecimentos formadores de oficiais da reserva, bem como os aprovados em processos seletivos para oficiais e sargentos técnicos temporários. Eles podem permanecer na Força por até oito anos, alcançando o posto de primeiro-tenente, no caso dos oficiais, e a graduação de terceiro-sargento, no caso das praças. No encerramento do seu período na ativa, são transferidos para a reserva não-remunerada. Convém ressaltar que, da mesma forma, os atiradores (jovens formados nos Tiros de Guerra), assim como policiais e bombeiros militares integram, também, a reserva mobilizável da Força e podem ser convocados em caso de conflito externo.

Como mencionado acima, integram, ainda, a reserva mobilizável os recrutas que cumprem o serviço militar obrigatório inicial, além dos soldados e cabos que renovam anualmente seus períodos de engajamento (até oito anos).

Anualmente, entre os meses de dezembro e janeiro do ano subsequente, é realizado o Exercício de Apresentação da Reserva (EXAR). Essa atividade pode ser presencial ou pela internet e tem como público-alvo militares que tenham se afastado do serviço ativo nos cinco anos anteriores, englobando as seguintes categorias:

  • oficiais e praças de carreira transferidos para a reserva remunerada;
  • oficiais demitidos do serviço ativo, sem perda do posto e patente;
  • oficiais e praças temporários licenciados;
  • aspirantes a oficial e oficiais da reserva não remunerada concludentes de cursos realizados em órgãos de formação da reserva (CPOR/NPOR);
  • portadores de Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI), que tenham sido classificados em “Situação Especial“; e
  • praças reservistas de 1ª e 2ª categorias licenciados.

 

A valorização dos militares da reserva

Várias iniciativas buscam valorizar cada vez mais a importância da Reserva para o Exército Brasileiro. No âmbito dos R2, cabe destacar a atuação do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva (CNOR), composto por 22 regionais e tendo mais de 10 mil militares cadastrados. Anualmente, é realizado o Encontro Nacional dos Oficiais da Reserva (ENOREX), cuja 19ª edição ocorreu neste mês de outubro, na cidade do Rio de Janeiro.

Em 20 de março de 2015, o Centro de Comunicação Social do Exército criou o projeto "Reserva pró-Ativa: apresente-se para a missão", meio de interação entre o Comandante do Exército e a reserva, por meio de uma série de produtos de mídia. A iniciativa já conta com mais de 11 mil usuários cadastrados, de diferentes segmentos da sociedade. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: reservaproativa@ccomsex.eb.mil.br.

 

Acesse aqui a página para o Exercício de Apresentação da Reserva

Conheça, aqui, o espaço da Reserva pró-Ativa



Fonte:Agência Verde-Oliva