Recrutinha: 17 anos levando civismo e patriotismo, com sabor de aventuras, para o público infantojuvenil.


Publicação: Qua, 11 Out 2017 14:21:00 -0300
Crédito: SD Rafael

Brasília (DF) – Dia 12 de outubro é aniversário da Revista “Recrutinha”,  publicação do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) que há 17 anos leva a crianças e adolescentes lições de civismo e patriotismo por meio das aventuras do personagem principal: o querido Recrutinha. A publicação é semestral, e cada uma tem a tiragem de 500 mil exemplares. Sua distribuição acontece em todo o País, por meio das Unidades do Exército Brasileiro.

Criada pelo desenhista Luiz Fernando Vieira, em 12 de outubro de 2000, a revista veio para atender à demanda de comunicação com o público infantil: “eu estava servindo ao Exército, no CComSEx, como cabo e recebíamos muitas visitas e sempre havia muitas crianças. Não  tínhamos nada para distribuir a elas, a não ser a Revista Verde-Oliva e calendários, que só os adultos tinham interesse. Então tive uma ideia em fazer um encarte para ser publicado no Dia das Crianças, com quatro páginas de passatempos e histórias contando o dia a dia do Soldado. Seria uma boa oportunidade para ver como o público reagiria. Sempre fui ligado a quadrinhos, e os gibis fizeram parte da minha infância. Eu via que não existia no Exército algo assim, existiam sim, algumas edições falando sobre os patronos, mas era uma leitura para adultos e que haviam sido produzidas nos anos 70 e 80”, explica o autor.

Hoje, com fãs por todo Brasil, e vendo sua ideia completar 17 anos de sucesso, Luiz Fernando diz-se admirado com o êxito da publicação: “realmente é uma surpresa muito grande! Sou de uma geração que curtia coisas simples, não havia celulares, tablets e games. Minha diversão era ler gibis (quando conseguia algum em distribuição gratuita nas escolas públicas – sim, havia isso na minha época de criança). E quando foi criado o nosso herói, não imaginava que iria tão longe. Existem publicações até em italiano. Hoje em dia, com tanta tecnologia envolvida na vida das pessoas, é muito legal saber que um gibi de papel desperta tanta adoração pelas crianças e eu só tenho conhecimento do alcance quando sou colocado de frente à garotada. Sempre sou pego de surpresa com o carinho que eles me tratam e o conhecimento que têm sobre o Recrutinha. É de emocionar”.

O reconhecimento do trabalho do desenhista é inevitável: “certa vez estava em uma roda de amigos e um deles falou em voz alta para outros colegas que estavam conosco: ‘Ei! Vocês sabiam que o Luiz Fernando foi quem criou aquele personagem do Exército? O Recrutinha?’. Em meio ao espanto dos amigos e as brincadeiras, surgiu um rapaz que não fazia parte da "roda" e que estava passando por ali. Quando ele ouviu o nome "Recrutinha", para meu espanto e o de todos, se aproximou e disse que não acreditava que estava me conhecendo (eu ainda surpreso). Ele se apresentou para nós e falou que seu pai sempre levava as revistinhas para que pudesse ler em casa e que cresceu muito identificado com os quadrinhos. Nesses anos todos foi uma das maiores surpresa que eu tive. Alguém que eu nunca havia visto e que estava apenas de passagem, ao ouvir o nome do Recrutinha, parou para contar sua experiência com o gibi”, diz emocionado.

A ideia, agora, é expandir o personagem para outras mídias. “Estamos trabalhando, junto com o pessoal das Mídias Sociais do CCOMSEx, em joguinhos infantis para celulares e tablets. Já está disponível o Caça-Palavras e o Livrinho de Pintura, é só baixar. Em breve, vamos ampliar para quebra-cabeças e outras atividades. E dentro da ideia de inclusão social, também estamos desenvolvendo um personagem cadeirante que será amigo da Olivinha e do Recrutinha. Vamos começar a inserir na revistinha, aos poucos, historinhas que falam sobre o tema da inclusão e a importância dessas pessoas que, com tanta dificuldade, dão muito exemplo de vida para todos nós”, adianta Luiz Fernando.

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Fonte:Agência Verde-Oliva

Crédito: SD Rafael