Integração entre cursos marca o segundo dia da Manobra Escolar da Academia Militar das Agulhas Negras

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Publicado em: 18 nov 2020

Resende (RJ) – A integração entre os diversos cursos da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) marcou o segundo dia de atividades da Manobra Escolar 2020. Realizada em Resende e municípios vizinhos, a atividade corresponde ao maior exercício militar da academia.
No dia 17 de novembro, foi realizada a preparação para a transposição de curso d’água, exercício previsto na situação-problema que orienta a manobra. Atividade que integra as Armas de Cavalaria, Infantaria e Engenharia, a transposição foi executada sobre o rio Paraíba do Sul, com meios de engenharia conduzidos pelos cadetes. 
Para o Curso de Engenharia, o dia foi de intensa preparação às margens do rio. “Realizamos uma reunião inicial do material de engenharia, na qual os meios são dispostos para adestrarmos ainda mais nossa tropa. Quando o treinamento acabar, nos deslocaremos para a Zona Final de Reunião de Material de Engenharia e estaremos prontos para receber a Cavalaria e a Infantaria”, detalhou o Major Clériston, do Curso de Engenharia.
Ao longo do dia, a missão das viaturas blindadas da Cavalaria foi permanecer em condições, no aguardo de novas ordens na chamada Zona de Reunião, momento que integra a preparação para a transposição de curso d’água. De acordo com o Capitão Eggres, do Curso de Cavalaria, 97 militares são empregados no exercício. “O regimento será empregado como força com maior poder relativo de combate, ação de choque mais elevada, para ações de conquista e de manutenção do terreno”, explicou. 
O Cadete Willian, de Cavalaria, ressaltou a relevância da experiência proporcionada pela manobra. “Empregaremos tudo o que aprendemos quando formos para a tropa, e é fundamental já estarmos vendo tudo isso”. 
As atividades dos blindados foram apoiadas pelas missões do Quadro de Material Bélico, que se manteve em condições de realizar manutenções nas proximidades da Zona de Reunião dos carros de combate. Comandante da Segunda Seção Leve de Manutenção da Manobra Escolar, o Cadete Drummond destacou as ações do curso. “Aqui fazemos um apoio mais detalhado, pois temos meios para fazê-lo. Podemos garantir a segurança dos disparos dos blindados e temos condições de realizar salvamentos de viaturas, além de termos uma viatura-oficina com diversos meios de manutenção”. O cadete também destacou a importância do exercício para sua formação. “É aqui que conseguimos ver as dificuldades que encontraríamos no terreno, pois na teoria não conseguimos ver tudo. Assim, temos condições de colocar em prática o que aprendemos ”. 
Elemento fundamental para a integração de todas as demais armas e quadros, a Arma de Comunicações também mostrou-se de prontidão para cumprir sua missão. Segundo o Comandante do curso, Tenente-Coronel Joselito, a manobra mobiliza 100 cadetes, muitos dos quais em posições fundamentais para a aplicação estratégica das comunicações em combate. “Os cadetes do quarto ano representam os oficiais de Estado-Maior, os do terceiro ano assumiram as funções de chefes dos centros de comunicações com os principais serviços, e os do segundo ano estão inseridos na estrutura do sistema rádio, com operações de logística e sistema de mensageiros”, detalhou.  
O Cadete Jorge, do quarto ano, destacou a atividade como uma oportunidade. “Para mim, que estou aqui como Comandante de Companhia e levarei tempo para realmente chegar a essa função, é uma experiência única. Para o pessoal do quarto ano, planejar e ter essa quantidade de meios é o tipo de experiência que só a Manobra Escolar proporciona”.

Fonte: AMAN