Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados averigua estabelecimentos que vendem ou fazem uso de materiais como armas, munições e explosivos, no Paraná e em Santa Catarina

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Publicado em: 18 set 2020
Crédito: Sd Giovanne

Curitiba (PR) – Em operação que conta com o apoio dos Órgãos de Segurança Pública em cidades do Paraná e Santa Catarina, militares do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/5) estão averiguando estabelecimentos que vendem ou fazem uso de materiais como armas, munições e explosivos.

Chamada de Operação Hoplon, palavra grega que significa o escudo dos antigos guerreiros espartanos, a missão conta com 18 equipes espalhadas pelos dois Estados e tem como meta visitar 132 alvos até o fim da operação.

"O objetivo da Operação Hoplon é inspecionar todas as empresas que vendem ou fazem uso de produtos controlados e que possuem registro no Exército. Nós verificamos a documentação da empresa, conferimos como estão sendo feitos os procedimentos de entrada e saída de material e se os sistemas que essas empresas precisam preencher estão sendo preenchidos da forma correta", explicou o Capitão Klinger, chefe da operação na região de Londrina.

Nas lojas de comercialização de armas e munições, os fiscais do Exército verificam a documentação, como o CR (Certificado de Registro), o mapa de controle do armamento e de munições em estoque, o movimento de entrada e saída desse material, as notas que comprovam as vendas dos produtos controlados no mês e os procedimentos de cada venda, como a emissão da guia de tráfego, por exemplo. Para o proprietário de uma loja no Centro de Londrina, a fiscalização serviu até como uma aula de gestão.

"A nossa empresa está com a documentação toda em dia, então a fiscalização do Exército foi mais no intuito de nos orientar no processo de gestão. A partir das orientações do Capitão, vamos começar a organizar mensalmente a entrada e saída de material, além de fazer a guia de tráfego, que é uma coisa que não estávamos fazendo", contou o empresário Régis Ferreira.

Já em pedreiras ou mineradoras, que fazem o uso de explosivos, primeiro a verificação é para saber se elas estão com os registros em dia, se contratam uma empresa terceirizada para efetuar as explosões e se essa empresa está regularizada. Também é verificado se a pedreira faz as próprias explosões e se possui depósito adequado para guardar esse material, além de averiguar se o próprio emprego de explosivos está sendo feito de forma correta.

"A gente verifica toda a documentação da empresa terceirizada, se está tudo certinho, se tem a licença de detonação em dia, se tem escolta dos explosivos, tudo para não correr o risco de ter algum problema. Sabemos que a fiscalização do Exército é rigorosa. Temos muito tempo no mercado e seguimos todos os procedimentos", afirmou Luciano Ribeirete Garcia, gerente de uma pedreira na região de Londrina.

A Operação Hoplon no Paraná e Santa Catarina é coordenada pelo Chefe da SFPC/5 e segue em ritmo intenso de fiscalização em cidades de abrangência da 5ª Região Militar.

Fonte: 5ª Região Militar