Dia do Uniforme - 14 de agosto

${the_title} - ${company_name}

Publicado em: 12 ago 2019

Uniforme é aquilo que tem uma só forma, que não manifesta variedades e cujas partes componentes são perfeitamente iguais. Por sua vez, os uniformes militares identificam o soldado e a sua tropa, caracterizando uma das principais representações das lides castrenses.

Instituído pela Portaria do Comandante do Exército nº 1.424, de 8 de outubro de 2015, que aprovou o Regulamento de Uniformes do Exército (RUE), em sua 3ª edição, o Dia do Uniforme transcorre neste 14 de agosto. O evento está inserido nas comemorações de 25 de agosto, Dia do Soldado, ocasião em que se relembra o natalício do Patrono do Exército Brasileiro, Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, e é realizado o compromisso solene dos militares que ingressaram na Força no ano em curso.

Na segunda metade do século XVII, na França, foi instituído pela primeira vez o uniforme militar nacional. Até então, os uniformes da tropa eram determinados pelo chefe de cada localidade, que adotava critérios próprios para sua decisão.

No Brasil Colônia, os uniformes utilizados eram provenientes de Portugal. Tratavam-se de vestimentas desconfortáveis, coloridas e dotadas de coberturas peculiares, cujo principal objetivo era identificar a tropa.

Em 1806, D. João VI criou o Plano de Uniformes do Exército Português, que foi logo adotado pelas tropas brasileiras. Entretanto, por ocasião da independência, o príncipe regente ordenou a confecção de novos uniformes, que deveriam ser diferentes daqueles utilizados à época, bem como possuir características próprias de nossa nacionalidade.

Após a proclamação da República, em 28 de novembro de 1889, foi aprovado o primeiro Plano de Uniformes, demonstrando ainda uma influência europeia e monárquica, embora os republicanos já tivessem a intenção de desvincular a antiga forma de governo dessa recém-implantada.

Com a deflagração da I Guerra Mundial, os uniformes de outros exércitos voltaram-se mais para o aspecto operacional, apesar de que alguns trajes aristocráticos, comuns no século anterior, ainda fossem preservados.

Assim, o ano de 1931 foi marcante para o Exército Brasileiro em virtude da adoção da cor verde-oliva para os uniformes, o que criou uma nova identidade institucional para a Força.

Nesse intuito, em 1942, foi aprovado o Regulamento de Uniformes para o Pessoal do Exército (RUPE) e, em 1944, foi elaborado o Plano de Uniformes para a Força Expedicionária Brasileira, decorrente de exigências peculiares - clima e terreno - do Teatro de Operações Europeu, por ocasião da II Guerra Mundial.

O RUE foi sancionado por decreto presidencial em agosto de 1970, tendo por objetivo prescrever os uniformes do Exército Brasileiro e regular seu uso, posse e confecção.

A versão atual do RUE, antecedida por duas edições publicadas por meio de portarias do Ministro do Exército nos anos de 1986 e 1998, propicia aos usuários a rápida consulta aos temas que o compõem, de modo on-line, por intermédio da rede mundial de computadores. Trata-se de uma ferramenta à disposição dos militares que assegura o amplo conhecimento de todas as informações inseridas em seu conteúdo, privilegiando a visualização explicativa e permitindo a pesquisa dos assuntos de forma simplificada, rápida e de fácil entendimento.

A excelente apresentação individual e o zelo com o uniforme manifestam a vocação para a carreira das armas, refletindo a ordem e a disciplina. O militar deve ter respeito e amor à farda que veste, mantendo-a permanentemente impecável e demonstrando tal postura em todas as oportunidades em que isso lhe for exigido.

O uso correto dos uniformes, bem como das insígnias, condecorações, distintivos, agasalhos e acessórios é condição essencial para todo militar. Assim, todos têm a obrigação de dignificar o seu uniforme e o dever de utilizá-lo corretamente, pois representamos, individualmente ou coletivamente, uma das instituições de maior credibilidade do País.

Soldado do Exército Brasileiro, Orgulha-te em trajar o teu uniforme, símbolo da unidade indivisível da nossa Pátria. Desde Guararapes, passando pelas lutas das campanhas do Paraguai, atuando em diferentes regiões do velho continente na II Guerra Mundial e, finalmente, nos dias atuais, participando de Missões de Paz, saiba que jamais ele foi desonrado por aqueles que tiveram o privilégio de ostentá-lo.

Esse é o legado de nossos antepassados, cujo firme propósito de manter a integridade e a soberania nacional devemos honrar, dignificar e enobrecer.

 

.: Versão em pdf para impressão

Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército