Festa à Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Forte de Coimbra

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Crédito: Sd Nascimento

Forte Coimbra (MS) – Nos dias 15 e 16 de Julho, o Bispo da Diocese de Santa Cruz de Corumbá, Dom João Aparecido Bergamasco celebrou o término da novena da Nossa Senhora do Carmo e a tradicional festa da protetora de Coimbra.

Por mais de dois século, a celebração do dia da padroeira do Forte cultua a fé e mantém vivo relatos que comprovam manifestações da Santa em dois episódios decisivos para a garantia da soberania brasileira naquela localidade. A festa tradicional tornou-se um produto turístico, que atrai pessoas de vários lugares do Estado, onde se cumpre promessas e graças recebidas, manifestadas nas oferendas e lembranças deixadas no manto de Nossa Senhora do Carmo.

O Forte Coimbra foi construído em 1775, às margens do Rio Paraguai, situa-se entre morros, pouco acima onde existe o marco da tríplice fronteira – Brasil, Paraguai e Bolívia – entre os pantanais de Corumbá e Porto Murtinho. Sua construção, numa época de total fragilidade dos limites de Portugal com a Espanha, gerou polêmica, ao ser erguido em local errado. O ponto escolhido era o Fecho dos Morros, já próximo de Murtinho.

Credita-se a Nossa Senhora do Carmo milagres ocorridos durante as batalhas contra espanhóis e paraguaios, em 1801 e 1864, respectivamente. Na primeira batalha, a Santa teria livrado a guarnição militar do Forte, que contava com 110 homens, cinco canoas e três canhões, de um massacre no dia 17 de setembro de 1801, quando o exército espanhol formado por 600 homens, navios e 30 canhões, tinha ordem de ocupar o lugar na disputa pelo território com Portugal.

Após nove dias de batalha, os espanhóis venceram, mas, bateram em retirada ao verem a imagem da Santa na entrada do Forte. A segunda manifestação ocorreu durante a Guerra do Paraguai. No dia 28 de dezembro de 1864, a tropa paraguaia com 3,2 mil homens, 41 canhões, 11 navios e farta munição cercou o forte. Os brasileiros, com 149 homens, resistiram até o segundo dia, quando um soldado exibiu a imagem da Santa na muralha do forte e os inimigos suspenderam o fogo, permitindo a fuga dos sobreviventes.

Hoje, uma imagem em concreto da Santa se destaca na mesma muralha, de frente para quem sobe o Rio Paraguai.

Dom João Aparecido Bergamasco presidiu a Missa Solene em honra à Virgem do Carmo e em seguida, juntamente com militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, além da comunidade civil, acompanhou a procissão que teve seu ápice no pátio do Forte, onde a Imagem de Nossa Senhora do Carmo foi recepcionada com honras militares e recebeu a faixa de Comandante.

A festa foi organizada pelo comando do 17° Batalhão de Fronteira em parceria com SESC de Corumbá que apresentaram shows musicais, dança, missa e procissões terrestre.

Fonte: 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira


Crédito: Sd Nascimento