Desembarque da Força Expedicionária Brasileira em solo italiano - Edição 01

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Vedere Napoli, dopo morire ... (Ver Nápoles e depois morrer...)

Esta é a frase com que os italianos referiam-se à sua bela cidade, porém, na chegada da FEB, o porto de Nápoles estava em estado lastimável. Vários navios estavam submersos, só com a ponta dos mastros fora d’água e com muitos balões tipo zepelin destinados à defesa antiaérea.

Além dos militares que faziam parte deste 1º escalão, vieram, também, integrantes da Justiça Militar, Pagadoria Fixa, Correio Regulador; 11 funcionários do Banco do Brasil, três capelães e três correspondentes de guerra, todos sob o comando do Gen Bda Euclides Zenóbio da Costa.

Os Generais Mascarenhas de Moraes e Zenóbio da Costa desembarcaram, passando em revista a guarda de honra militar norte-americana composta de 45 homens e uma banda de música sob o comando do Ten Gen Jacob L. Devers, Cmt das Forças Aliadas no Mediterrâneo.

O 1º Escalão, já em terra firme, dirigiu-se para o estacionamento de Agnaro, na cratera do vulcão Astrônia, próximo de Bagnoli, onde bivacou. Nesse local, os soldados receberam a 1ª alimentação operacional tipo C e receberam instrução de Ordem Unida, Marchas e Estacionamentos, Instruções Gerais e Práticas Esportivas.

Em 19 de julho, foi hasteada a Bandeira Nacional pela primeira vez em território europeu, pelo comandante da FEB Gen Div João Baptista Mascarenhas de Moraes e pela tropa brasileira em missão de guerra. Nesta mesma data foi, também, determinada a organização e instalação do Correio Regulador (Postal) na Capital Federal, o Correio da FEB. Quatro dias depois, foram remetidas as primeiras malas de correio, com cartas do pracinhas para o Brasil.

Em 20 de julho, pelo Aviso Nr 57, foi criada a Esquadrilha de Ligação e Observação da FAB (1ª ELO) para apoiar a FEB na Itália, comandada pelo Major Aviador João Affonso Fabrício Belloc. (Fig)

Este primeiro contato da FEB com as consequências da guerra, miséria e ruínas por toda parte, realçou nos pracinhas sentimentos de saudade e ao mesmo tempo de gratidão, por saber que a Pátria estava longe deste terrível conflito, onde a desgraça e a dor imperavam.

Após 75 anos, não podemos deixar de homenagear aqueles que lutaram para defender os ideais de liberdade e de democracia tão caros ao povo brasileiro, e não devemos nos esquecer de que o Exército Brasileiro foi a única organização de força militar terrestre da América Latina a combater no Teatro de Guerra da Europa durante a 2ª guerra Mundial.

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Fonte: Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) e Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército (CEPHiMEx)