CMN celebra 72 anos da Tomada de Monte Castelo e homenageia General Gurjão

 

 

Belém (PA) – O Comando Militar do Norte (CMN) promoveu, no dia 21 de fevereiro, uma solenidade para celebrar os 72 anos de uma das mais importantes batalhas em que participaram brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial: a Tomada de Monte Castelo. Os grandes heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram na ocasião, recebem homenagens pela conquista que favoreceu o fim do combate entre os Aliados e o Eixo.

 

 


Na mesma cerimônia, o CMN prestou merecidas homenagens ao General Hilário Maximiniano Antunes Gurjão, o primeiro paraense a chegar ao posto de oficial-general do Exército Brasileiro. O distinto militar completaria 125 anos no mesmo dia em que é celebrada a Tomada de Monte Castelo.


Participaram da solenidade o Comandante do I Comando Aéreo Regional, Major-Brigadeiro do Ar Carlos Minelli de Sá; o Comandante da 8ª Região Militar, General de Divisão Eduardo Antonio Fernandes; o Chefe do Estado-Maior do CMN, General de Brigada Selmo Umberto Pereira; autoridades civis e militares; e alunos da Escola General Gurjão. Tropas da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira compuseram a formatura, juntamente com militares do Exército.


 


FEB na Segunda Guerra Mundial


Monte Castelo representou um objetivo militar que abriria prosseguimento para o vale do Rio Pó, permitindo o avanço de todo o esforço aliado durante a Segunda Guerra Mundial. Na manhã de 21 de fevereiro de 1945, os pracinhas brasileiros (como são chamados os militares que representaram o País no grande combate) lançaram-se decisivamente sobre Monte Castelo. Encontraram forte reação inimiga, mas conquistaram a vitória no fim da tarde do mesmo dia, o que foi crucial para o sucesso das forças aliadas.


 

Mais de 25 mil expedicionários atuaram no maior confronto militar do século XX, ao lado dos Aliados. Os integrantes da FEB participaram de importantes batalhas, como Castelnuovo, Montese e a conquista de Monte Castelo. Além das tropas alemãs, os “pracinhas” enfrentaram terrenos montanhosos e climas adversos, chegando a conviver com temperaturas abaixo de zero.


 

O símbolo dos pracinhas, uma cobra fumando, marcou a superação da tropa. Ao ser formada, ainda em 1943, a FEB recebia descrença de alguns, que profetizavam: “Será mais fácil uma cobra fumar que o Brasil ir à guerra na Europa!”. Com a brilhante ocupação simultânea de importantes localidades, os combatentes brasileiros reverteram as opiniões dos incrédulos e, para mostrar sua importância, carregaram o símbolo até 8 de maio de 1945, quando finalizaram sua atuação na Guerra, com a rendição do inimigo, o que ficou marcado como o Dia da Vitória.


 


O General Gurjão


O General Hilário Maximiniano Antunes Gurjão nasceu em Belém, em 21 de fevereiro de 1820. Incorporou-se ao Exército, como soldado, em 1836, quando combateu na Guerra da Cabanagem. Em 28 de fevereiro de 1839, foi designado Comandante da Fortaleza de São José de Macapá. Exerceu vários cargos militares no Pará e no Amazonas, com a missão de fortificar a região.


Distinguiu-se durante a Guerra do Paraguai, participando do bombardeio de Itapiru, da Batalha do Passo da Pátria, da Campanha do Chaco e da Batalha do Sauce, nas cercanias de Humaitá, destacando-se quando comandava a 17ª Brigada na conquista da Ponte Itororó.


No dia 7 de dezembro de 1868, o General Gurjão, verificando a hesitação da tropa, tomou a dianteira e bradou “Vejam como morre um general brasileiro!”. Os soldados, motivados pelo corajoso General, que foi gravemente ferido, avançaram e conquistaram a ponte. O herói paraense faleceu em 17 de janeiro de 1869. Seus restos mortais foram levados para a Corte do Rio de Janeiro e depois trazidos para Belém, onde se encontram no Jazigo da Família Gurjão, no Cemitério da Soledade.


 

Gurjão foi o primeiro paraense a chegar ao posto de oficial-general. Além disso, também foi deputado provincial no Amazonas e professor de Geografia e História do Colégio Santa Maria de Belém, no Pará.


 

Em homenagem a esse ilustre militar, exite, em Belém, a Escola Estadual de Ensino Fundamental General Gurjão, o monumento na Praça Dom Pedro Segundo e a rua General Gurjão, próxima ao quartel-general do Exército. Em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, existe a Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército (AD/3), conhecida, também, pelo nome histórico de Artilharia Divisionária Brigadeiro Gurjão.


 

Fonte:CMN
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