Exército institui Dona Rosa da Fonseca como a Patrona da Família Militar

 

Curitiba (PR) – No intuito de preservar e divulgar o patrimônio imaterial do Exército Brasileiro (EB), expresso em suas tradições e celebrações, além de fomentar o pertencimento dos integrantes da Força Terrestre à família militar, a 5ª Região Militar (5ª RM) comemorou, no âmbito da Guarnição de Curitiba, o “Dia da Família Militar”.

 

 

A data, dia 18 de setembro, foi recém-instituída pelo EB e tem na figura de Dona Rosa Maria Paulina da Fonseca a Patrona desse marco comemorativo, em função de sua relevância e de sua personalidade, bem como sua devoção e abnegação da família Fonseca à causa militar em diversos momentos da história nacional.

 

Seguindo uma programação de cunho cultural, social e cívico-militar, foi realizada uma palestra, cuja temática foi o legado de Dona Rosa Fonseca para a família militar, proferida pelo Assessor de Assuntos Culturais da 5ª RM, Coronel André Mauro Ávila. O público era constituído por representantes de diversas organizações militares da Guarnição. Em suas palavras introdutórias, o palestrante qualificou o evento como ”um momento para juntarmos os nossos pensamentos e valorizar a família militar”.

 

Em seguida, foi realizada uma cerimônia cívico-militar, com o intuito de apresentar, aos militares e a suas famílias, a relevância histórica e o legado da Patrona para o Exército Brasileiro.

 

Estiveram presentes o Comandante da 5ª Divisão de Exército, General de Divisão José Luiz Dias Freitas, o Comandante da 5ª Região Militar, General de Brigada Carlos Alberto Mansur, o Comandante da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército, General de Brigada Aléssio Oliveira da Silva, comandantes de organizações militares, integrantes da Guarnição, além da família militar.

 

 

Quem foi Dona Rosa da Fonseca?

 

Filha de Antônia Maria de Barros e José de Carvalho Pedrosa, Rosa Maria Paulina de Barros Cavalcante nasceu em 18 de setembro de 1802, na localidade do Sítio Oiteiro, no Povoado Riacho Velho da antiga Capital de Alagoas, atual município de Marechal Deodoro.

 

A união de Rosa Maria Paulina com Manuel Mendes da Fonseca não era vista com bons olhos pela família Fonseca, por ela possuir uma origem humilde, descendente de índios e escravos. Vencendo os obstáculos da aristocracia da época, Rosa da Fonseca e Manuel Mendes casaram-se em setembro de 1824 e deram início à formação de uma das mais importantes linhagens militares do País.

 

Sempre se mostrando orgulhosa por ser a matriarca de uma família de importantes combatentes na guerra pela soberania brasileira, Rosa da Fonseca não se deixou abater com a morte de três dos seus sete filhos.

 

Ela veio a faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1873, e foi sepultada no cemitério de São Francisco Xavier.

 

Em 20 de agosto de 1979, em cerimonial fúnebre, com a presença de militares e cerca de 40 descendentes do Proclamador da República, Marechal Deodoro da Fonseca, foram traslados os restos mortais de Rosa da Fonseca para o túmulo monumental de Deodoro, no mesmo cemitério.

 

A lápide do antigo túmulo de Rosa da Fonseca encontra-se na Casa de Deodoro, em Marechal Deodoro, para visitação pública.

 

Fotos: Sd Longem

Fonte:5ª RM
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