Resenha

Retornar para página inteira
Fragilidade brasileira à espionagem não será superada de imediato, diz general
02 out 2013

Responsável pela defesa cibernética do Exército diz que principal causa é a dependência da tecnologia estrangeira. Abin diz que já existem soluções.

Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados

 

Audiência foi motivada pelas denúncias de espionagem americana.

 

O general José Carlos dos Santos, chefe do Centro de Defesa Cibernética do Comando do Exército, afirmou hoje aos parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional que as vulnerabilidades verificadas hoje nos sistemas cibernéticos brasileiros têm como causa principal a dependência da tecnologia estrangeira – e não serão superadas de imediato.

De qualquer forma, ele disse que a atuação colaborativa do governo com universidades e empresas, entre outros, já tem mostrado resultados, como a elaboração de um simulador de defesa cibernético e um antivírus. Mas o general defendeu a criação de uma agência nacional de segurança cibernética para regular e coordenar o setor.

O general José Carlos dos Santos defendeu ainda, enfaticamente, a aprovação do Marco Civil da Internet, em tramitação na Câmara. Ele disse também que a sociedade brasileira, de maneira geral, não se preocupa com a proteção dados sensíveis, pessoais ou não.

 

Abin: já existem soluções

Otávio Carlos da Silva, diretor do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), disse que o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para a Segurança da Comunicação já existe há mais de 30 anos e oferece várias soluções. O centro atuou, por exemplo, na Rio+20 e na Copa das Confederações, na segurança das redes interna e externa desses eventos.

A audiência é motivada pelas denúncias de espionagem de autoridades brasileiras pelo governo americano.